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    BURACOS DA BALTAZAR


    ATO DO DIA 1º DE MAIO



    Escrito por Rodney Torres às 15h10
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    Três visões sobre Lair Ferst

    Do RS Urgente


    Quem não sabe quem é Lair Ferst? Ele é uma figura da mais alta periculosidade”.
    Sanchotene Felice, prefeito de Uruguaiana (PSDB)

    Conheço a ficha do Lair. Quando eu estava no Palacinho ele era proibido de entrar. Jamais o recebi”.
    Antonio Holhfeldt (PMDB), ex-vice-governador do RS

    É um companheiro”.
    Governadora Yeda Crusius (PSDB)


    Escrito por Rodney Torres às 15h08
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    CHARGE

    Charge de Eugênio Neves



    Escrito por Rodney Torres às 15h06
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    O Pacto pelo Rio Grande e a fraude no Detran

     Lançado em 2006, o Pacto pelo Rio Grande nasceu com a promessa de construir “uma agenda mínima de ações/soluções voltadas para o enfrentamento da crise estrutural do Rio Grande do Sul". Coordenado pelo deputado Cezar Busatto (PPS), atual chefe da Casa Civil do Governo Yeda Crusius (PSDB), o Pacto contratou uma equipe de 21 consultores, vários deles ligados à Pensant e a Fundae, empresa e fundação acusadas de envolvimento na fraude do Detran que lesou os cofres públicos em, pelo menos, R$ 40 milhões.

     

    Na noite desta segunda-feira, na CPI do Detran, a advogada Denise Nachtigall Luz, esposa de Ferdinando Fernandes (da Pensant), admitiu que também trabalhou como consultora do Pacto. E reclamou que até hoje não recebeu os honorários pelo serviço. Indagada pelo deputado Fabiano Pereira (PT) sobre quem a havia contratado, por quanto e para fazer o que, a advogada (também indiciada pela Polícia Federal) se deu conta de que tinha falado demais, gaguejou e calou-se.

     

    O deputado Paulo Azeredo (PDT) afirmou que dos 21 consultores que trabalharam no Pacto, pelo menos 8 deles já foram indiciados pela Polícia Federal na Operação Rodin. O principal resultado concreto do Pacto foi o lançamento de um livro, no dia 13 de novembro de 2006. Intitulado “Pacto – Compromisso de todos – Jogo da Verdade – Crise estrutural e governabilidade do Rio Grande”, o livro foi assinado por Cezar Busatto e pelo jornalista José Barrionuevo.

     

     Na noite do lançamento, Barrionuevo deu o seguinte autógrafo para José Fernandes, dono da Pensant, também indiciado pela Polícia Federal: “Prezado José Fernandes, meu bruxo: este livro e o Pacto não existiriam sem o teu apoio e as tuas luzes. Vamos juntos nesta caminhada. Viva a Pensant!”.

     

    O atual chefe da Casa Civil do governo gaúcho também fez uma dedicatória especial ao dono da Pensant: “Caríssimo José Fernandes, o Pacto tem uma marca indelével da tua competência, sabedoria, compromisso público! Obrigado por tudo! Vamos continuar trabalhando juntos pelas boas causas! Forte abraço, Cezar Busatto”. O site da Fundae continha um rasgado elogio ao livro de José Barrionuevo e Cezar Busatto. Depois da Operação Rodin, o elogio foi apagado e, mais tarde, toda o site foi tirado do ar.

     

    Algumas questões permanecem sem resposta neste episódio: Quem contratou a Pensant e a Fundae para trabalhar no Pacto? O que elas faziam exatamente? Quanto foi pago e quem pagou? Com a palavra o chefe da Casa Civil.

     

    Do RS Urgente



    Escrito por Rodney Torres às 15h04
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    Yeda negociou cabeça de Culau por blindagem de Delson Martini na CPI de Detran

    A governadora Yeda Crusius tentou segurar Ariosto Culau, mas não resistiu à pressão de sua base parlamentar, que exigiu a demissão do secretário. Yeda entregou Culau, mas exigiu em troca a manutenção da blindagem ao secretário de governo, Delson Martini (foto), na CPI do Detran. “O governo negociou a cabeça de um pela sobrevivência de outro”, resumiu o deputado Elvino Bohn Gass (PT).

    O resultado desse acordo apareceu na sessão de hoje da CPI, quando o pedido para a convocação de Martini foi derrotado por 8 votos a 4. Votaram “sim” os deputados do PT e PDT (Fabiano Pereira, Stela Farias, Paulo Azeredo e Gerson Burmann) e “não” os deputados da base de Yeda (Adilson Troca, Marco Peixoto, Pedro Westphalen, Carlos Gomes, Alexandre Postal, Cassiá Carpes, Gilberto Capoani e Marquinho Lang).

    Também foi rejeitada, por 7 votos a 5, a prorrogação dos trabalhos da CPI. Votaram contra Adilson Troca (PSDB), Carlos Gomes (PPS), Alexandre Postal (PMDB), Gilberto Capoani (PMDB), Marco Peixoto (PP), Pedro Westphalen (PP) e Cassiá Carpes (PTB). Votaram a favor da prorrogação: Stela Farias (PT), Fabiano Pereira (PT), Paulo Azeredo (PDT), Gerson Burmann (PDT) e Marquinho Lang (Dem).

    Para Bohn Gass, a estratégia governista deu certo hoje, mas tem vida curta. O Ministério Público deverá anunciar a abertura do processo judicial esta semana contra os responsáveis pelo roubo de mais de R$ 40 milhões no Detran, aumentando a pressão sobre quem quer enterrar a CPI.

    Do RS Urgente



    Escrito por Rodney Torres às 14h42
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    Casa de Yeda Crusius vira assunto nacional. Enquanto isso, na mídia gaúcha...

    Eugênio Neves

    A mídia do centro do país, finalmente, começa a romper o silêncio em torno do escândalo político desencadeado pela Operação Rodin. Dois colunistas comentaram o caso neste final de semana. Lucia Hippolito, da CBN/Globo, publicou um post em seu blog, afirmando que “Yeda está na linha de tiro”. Ela fala do encontro do secretário de Planejamento, Ariosto Culau, com Lair Fesrt (que provocou a queda do secretário na noite de domingo) e sobre as denúncias feitas pelo delegado Luiz Fernando Tubino em torno da casa comprada pela governadora Yeda Crusius (PSDB), no final de 2006:

    “O delegado Luiz Fernando Tubino, ex-chefe da Polícia Civil gaúcha, afirmou que Lair Ferst teria dado R$ 400 mil para ajudar a governadora Yeda Crusius a comprar uma casa no bairro Vila Jardim. Segundo o delegado, a Operação Rodin, da PF, teria identificado o cheque. Não apresentou provas, mas a palavra de um ex-chefe da Polícia Civil, pronunciada diante de uma CPI, vale muito”.

    O comentário de Hippolito foi publicado também no
    blog de Ricardo Noblat (O Globo), com o seguinte título: “Chapa esquenta para governadora do Rio Grande do Sul”.

    A polêmica em torno da nova casa de Yeda também foi tema de matéria, sábado, na
    Folha de São Paulo (“Delegado diz que sobra de campanha pagou casa da governadora do RS”). O silêncio em torno do assunto transferiu-se agora para a mídia gaúcha que, até aqui, não quer saber de repercutir a denúncia.

    Do RS Urgente



    Escrito por Rodney Torres às 14h02
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    Perdendo a noção do ridículo

     "O medo das patacoadas dos governos Esgotto e Yoda Crusius Credo estão fazendo surgir ataques insanos à figura de Olívio Dutra." (GUGA TÜRCK)

    Matéria extraída de la vieja bruja

    Sobre desproporções

    Rosane de Oliveira, a abelha-mestra do jornalismo político farrapo, dias atrás mostrava-se preocupadíssima em esclarecer o suposto mistério em torno da compra da casa da governadora Yeda Crusius (PSDB), logo após o final da campanha eleitoral de 2006.

    Ofereceu-lhe espaço para esclarecimentos em seu blog e em sua coluna de jornal. Provavelmente, nunca um governador gaúcho teve tanto espaço na mídia para explicar determinadas suas ações.

    Toda essa dedicação a tal assunto, portanto, indica que o mesmo deve ocupar lugar de destaque nas preocupações diárias da abelha-rainha. La Vieja só ofereceria espaço à governadora, a fim de esclarecer tal assunto, se em função dele não dormisse. Ou dormisse muito mal.

    Estranhamente, no entanto, não há hoje sequer uma linha
    em sua coluna na Zero Hora, e até agora nem em seu blog, sobre as declarações dadas hoje, à CPI do Detran, pelo delegado Luiz Fernando Tubino, que afirmou existirem "informações da Operação Rodin dando conta que o lobista tucano Lair Ferst (um dos principais acusados de pertencer à quadrilha) pagou R$ 400 mil da casa comprada pela governadora Yeda Crusius (PSDB) no final de 2006, logo após o segundo turno da campanha eleitoral".

    Por que esclarecer esse assunto aparentemente não mais preocupa Rosane de Oliveira? O depoimento de Tubino não é relevante para o esforço de esclarecê-lo?

    Em compensação, hoje em seu blog a depuradora de melífluos sabores alimenta o factóide criado pelo deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) em torno do uso dos cartões corporativos pelo então ministro das Cidades, Olívio Dutra (PT). Segundo da Costa, Olívio teria agido com má-fé ao supostamente propositadamente ocultar seus gastos em uma padaria de Brasília, e isso em função das notas fiscais apresentadas não discriminarem as compras, mas somente valores globais: "Pelo raciocínio do parlamentar",
    afirma ZH e endossa Rosane de Oliveira, "o ministério valeu-se de um estratagema para ocultar o que foi realmente comprado: nas notas fiscais em poder da CPI aparece apenas o valor global, discriminado como 'gastos com alimentação'. As notas fazem referência a cupons fiscais, desconhecidos pela CPI e pelos órgãos de controle. Esses cupons trariam a descrição dos itens adquiridos".

    O valor global em questão? R$ 970,00.

    Não que utilizar indevidamente pequenas quantias seja algo tolerável e moralmente desculpável, o que nem de longe o é, mas sim que o valor se refere a 9 meses de compras na referida padaria, pagos em 03 parcelas. Donde, as 3 notas fiscais com valores globais referidas por da Costa, uma de R$ 240, outra de R$ 280 e uma de R$ 450, entre outubro de 2004 e junho de 2005. R$ 107,00 por mês, para sermos mais específicos.

    "(...)
    estratagema para ocultar o que foi realmente comprado" com R$ 970,00 em 9 meses? Mas onde é que nós estamos? Olívio Dutra não podia servir o melhor presunto da padaria por ser um bagual de São Luiz Gonzaga, mas Yeda Crusius pode viajar aos EUA, fingindo estar a trabalho pelos interesses do estado, sem que isso preocupe o Grupo RBS, que inclusive desloca comitivas a fim de acompanhar seus passeios in loco?

    Segundo nota do PT gaúcho, assessores de gabinete do ministério das Cidades teriam adquirido, nessas compras, pães e outros alimentos para promover coletivas de imprensa com café da manhã, em Brasília.

    Ninguém lanchava ou tomava chopinho com lobista, portanto.

    A nota de R$ 450,00 teria chamado muito a atenção de da Costa, que não sabe o que assessores de Olívio Dutra poderiam ter comprado com tanto dinheiro. "Vinho, cachaça ou uísque?", debate-se da Costa, ajudado por
    Klécio Santos, jornalista de ZH em Brasília, Rosane de Oliveira e a própria ZH.

    O Grupo RBS dá um dedo por qualquer informação que macule a imagem de Olívio Dutra, provavelmente o mais honesto político da história republicana brasileira.

    Enquanto isso, nenhuma palavra, nem em ZH, nem na coluna e nem no blog de Rosane de Oliveira sobre o depoimento de Tubino, que afirmou ter informações de que Lair Ferst teria pago R$ 400 mil, e não R$ 970,00, pela casa nova da Rainha.

    A Rainha das Pantalhas está nua?

    Em compensação, chama a atenção hoje no blog da abelha-rainha a excessiva e desproporcional atenção, em comparação com a ausência de qualquer referência ao depoimento de Tubino, dada ao encontro,
    flagrado ontem à noite por ZH, entre Ariosto Culau, secretário de Planejamento do novo jeito de governar, e o lobista Lair Ferst - aquele mesmo acusado por Tubino de ter dado R$ 400 mil para a compra da casa da governadora - em um centro de compras da capital.

    Por qual motivo tal encontro chama tanto a atenção de Rosane de Oliveira a ponto de, até agora, já serem
    5 postagens em seu blog sobre tal assunto? Tal encontro é material jornalístico mais explosivo do que as denúncias de Tubino?

    De modo algum. É, na verdade, mera cortina de fumaça. Ao concentrar seu poder de fogo no encontro entre o pau-mandado da governadora e o lobista do PSDB, um fato menor comparado às declarações de Tubino, a abelha-mestra dá seqüência à estratégia de blindagem de Yeda Crusius, que é o que interessa ao Grupo RBS. Sacrifica-se o pau mandado e se preserva a Rainha das Pantalhas.

    Mas não era isso que toda a imprensa brasileira, inclusive a Zero Hora, acusava o governo Lula de fazer durante os escândalos do mensalão e da suposta compra de um dossiê incriminando tucanos, por petistas, nas eleições presidenciais de 2006? ZH está usando, para preservar a governadora, a mesma estratégia que condenou quando o governo Lula estava na berlinda?

    As declarações de Tubino são, de longe, o fato político mais importante do Rio Grande do Sul desde nossa recente redemocratização. Nunca um nosso governador, desde Jair Soares (PP, então PDS) até Germano Rigotto, o meigo (PMDB), havia sido envolvido em tão grave denúncia.

    E nunca nossa imprensa teve tanta obrigação de esclarecer determinada denúncia como agora.

    Porém, o que são R$ 400 mil, supostamente oriundos de sobras de campanha e supostamente utilizados por um lobista na compra da casa de um governador, em comparação com R$ 970,00, gastos em uma padaria por assessores de um ministro?



    Escrito por Rodney Torres às 09h41
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    CHARGES DO EUGÊNIO NEVES

    Eugênio Neves

    O silêncio do Senador

    Eugênio Neves



    Escrito por Rodney Torres às 09h21
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    DETRAN IV

    Por que o secretário de Planejamento de Yeda foi conversar com Lair Ferst?


    Quem vem acompanhando os bastidores da política gaúcha no que tange, especialmente, à fraude do Detran e seus desdobramentos, tem boas razões para pensar que o chopinho que reuniu o secretário de Planejamento de Yeda, Ariosto Culau e um dos principais acusados do roubo na autarquia, Lair Ferst, não foi um simples encontro ocasional de amigos, mas sim uma espécie de prestação de contas. Lair vinha pressionando o governo desde quando o Detran trocou a Fatec pela Fundae e suas empresas foram desligadas do esquema que, segundo a Polícia Federal, rendeu dezenas de milhares de reais em propina.

    Em determinado momento, foi dito que Lair, dirigindo-se a pessoas do círculo mais íntimo da governadora, vinha fazendo nos bastidores, o mesmo que Flávio Vaz Netto fez de público: ameaçava ir à CPI do Detran instalada na Assembléia e revelar detalhes sórdidos de toda a trama. Até então, tudo era tratado como boato nos meios políticos. Mas ontem, pouco depois de anunciar o rompimento com a Fundae, Culau foi “comemorar” (expressão usada por Yeda) a decisão governamental. Com quem? Lair Ferst. Se é que havia mesmo alguma coisa a celebrar, Culau poderia ter escolhido qualquer um de seus colegas de primeiro escalão para o happy hour.

    O secretário de governo Delson Martini, por exemplo, teria sido uma boa escolha. Homem de fino trato que mexe com antiguidades, anda em bons carros; certamente seria uma companhia mais agradável do que Lair. Mas não, o peixe frito e o chope gelado foram saboreados com o homem que, segundo Yeda, esteve sempre ali, na campanha, pronto para “dar uma mão”.

    Quando a notícia do encontro chegou à CPI do Detran, um silêncio sepulcral de alguns segundos foi ouvido no Plenarinho da Assembléia. Aos poucos, deputados da base aliada de Yeda, entre eles Alexandre Postal (PMDB), Pedro Westphalen (PP) e até o histriônico Pedro Pereira (PSDB), foram recobrando os sentidos e, ainda perplexos, passaram a fazer exclamações desalentadas do tipo “tem que renunciar”,“assim não dá”, “como é que a gente vai defender um governo deste que só faz c....”.

    Deserções à parte, o que se sabe é que Lair teve participação ativa na campanha de Yeda, envolveu-se na negociação da mansão que ela comprou na Chácara das Pedras, tem relações imobiliárias com prédios que serviram de comitês eleitorais tucanos e ainda mantém relações muito próximas com o centro do governo. É amigo íntimo, por exemplo, de Marcelo Cavalcante, ex-chefe de gabinete de Yeda e atual “embaixador” do governo em Brasília e que recente e estranhamente foi guindado ao status de secretário de estado. Aliás, Lair foi um dos convidados de honra da governadora para a festa de inauguração da “embaixada”. Tão perto assim do governo e tendo conseguido muito dinheiro para a campanha, segundo ele mesmo falou a conhecidos na época, Lair parece ter mesmo créditos a cobrar da tucanada que vem fazendo o que pode para mantê-lo em obsequioso silêncio. O chopinho pode ter sido mais uma dessas tentativas. (Maneco)


    Escrito por Rodney Torres às 09h17
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    DETRAN III

    Um chopp e muitas versões


    Pior do que o encontro entre o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, e o lobista tucano Lair Ferst só mesmo as diferentes versões apresentadas pelo próprio Culau e pela governadora Yeda Crusius. Ontem à noite, Culau disse que encontrou Lair Ferst por acaso no Shopping Total. O secretário disse que estava tomando um chopp com amigos quando avistou Ferst e foi conversar com ele.

    Menos de 24 horas depois, Culau mudou sua versão, sem maiores explicações. Em entrevista concedida hoje à rádio Gaúcha, afirmou que falou com Lair por telefone quando estava no shopping e combinaram o encontro. Já a governadora Yeda Crusius, após conversar com seu secretário, disse que ele foi tomar um chopp para “celebrar o fim do processo que criou condições jurídicas para a nova licitação do Detran”.

    Juntando as versões de Culau e Yeda, temos o seguinte: o secretário foi celebrar a criação das “condições jurídicas para a nova licitação do Detran” e convidou um dos principais acusados no esquema de fraude no órgão para celebrar junto.
     
    Série de matérias retiradas do RS Urgente


    Escrito por Rodney Torres às 16h37
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    DETRAN II

    Culau toma chopp com Lair. Delegado diz que lobista deu R$ 400 mil para casa de Yeda

    Yeda e Culau anunciam medidas para "sanear" o Detran. Horas depois, o secretário foi tomar um choppinho com Lair Ferst, no Shopping Total. (Foto Itamar Aguiar/Palácio Piratini)


    A madrugada desta sexta-feira foi marcada por dois acontecimentos explosivos envolvendo as investigações sobre a ação de uma quadrilha no Detran gaúcho. O delegado de polícia Luiz Fernando Tubino afirmou, na CPI do Detran, que tem informações da Operação Rodin dando conta que o lobista tucano Lair Ferst (um dos principais acusados de pertencer à quadrilha) pagou R$ 400 mil da casa comprada pela governadora Yeda Crusius (PSDB) no final de 2006, logo após o segundo turno da campanha eleitoral. Segundo Tubino, a casa foi comprada do consultor Eduardo Laranja, dono da Self Engenharia, empresa que seria uma das maiores devedoras do Banrisul.

    Ainda conforme Tubino, a casa em estilo inglês de aproximadamente 700 metros quadrados e com quatro pisos chegou a ser anunciada para venda em jornais por R$ 1,5 milhão. Garantindo ter informações relativas às investigações da Operação Rodin, os R$ 400 mil seriam sobras da campanha eleitoral de Yeda, em 2006. O delegado fez uma série de outras denúncias que, segundo ele, já foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Especial do Tribunal de Contas.

    Segundo ele, há duas torres gêmeas que precisam ser derrubadas na política gaúcha. “O Banrisul e o Detran são duas torres que precisam ser investigadas e derrubadas. Isso vai mudar para melhor a vida política do Rio Grande do Sul”, garantiu. Tubino disse que o Ministério Público já tem informações importantes relacionadas às denúncias feitas pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) sobre irregularidades no Banrisul.

    O segundo acontecimento foi o encontro inusitado do secretário de Planejamento do governo Yeda, Ariosto Culau, com Lair Ferst, ontem à noite, no Shopping Total. Os dois foram flagrados por repórteres do jornal Zero Hora ”tomando um chopp e comendo um peixe”, como disse Culau. “É um momento difícil. Lair, quero dizer que sou teu amigo e isso significa que quero te apoiar pessoalmente neste momento pessoalmente”, disse o secretário a Lair, segundo relato da jornalista Marciele Brum.

    Algumas horas antes, Culau havia participado de uma coletiva com a governadora Yeda Crusius para anunciar as decisões da “força-tarefa” que ele coordenou para “estudar melhorias na gestão do Detran”. “O governo está adotando todas as medidas para garantir a continuidades dos serviços”, declarou o secretário que, horas depois, iria beber um choppinho com um dos acusados de chefiar a quadrilha que atuava no órgão.


    Escrito por Rodney Torres às 16h35
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    DETRAN I

    Um ano depois, Yeda descobre que contrato entre Detran e Fundae é ilegal


    A governadora Yeda Crusius (PSDB) anunciou hoje o rompimento unilateral do contrato firmado entre Detran e Fundae, um dos pivôs do esquema que lesou os cofres públicos em mais de R$ 40 milhões. A rescisão do contrato, disse a governadora, deve-se à “constatação de que sua execução fere a legislação face às evidências de sub-contratação”. Yeda informou que será constituída uma Comissão de Licitação para a contratação da entidade que substituirá a Fundae na prestação de serviços de elaboração dos exames para a Carteira Nacional de Habilitação. Além disso, afirmou que, “para garantir a continuidade dos serviços prestados aos cidadãos até a definição da nova entidade, o governo do Estado poderá adotar medidas emergenciais de contratação”.

    A investigação realizada pela Polícia Federal na "Operação Rodin" teve como foco principal averiguar as irregularidades ocorridas no âmbito das relações contratuais entabuladas entre a Fatec e, posteriormente, a Fundae - ambas fundações de apoio à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - e o DETRAN/RS, para fins de prestação de serivços relacionados aos exames práticos e teóricos de direção veicular no Estado do Rio Grande do Sul.

    Segundo a Justiça Federal de Santa Maria, “ocorreu um ajuste prévio, no qual pessoas com grande influência política (lobistas) conseguiram obter junto a órgãos públicos, para as Fundações de Apoio, contratos para prestação de determinados serviços. Contratadas, sem licitação, as Fundações subcontrataram empresas e pessoas para realização dos serviços, superfaturados, de forma a beneficiar, primeiramente, os próprios lobistas, e, ainda, também os dirigentes do órgão contratador e das fundações”.


    Escrito por Rodney Torres às 16h34
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    GRANDE IMPRENSA

    Charge: Santiago



    Escrito por Rodney Torres às 16h33
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    Marcelo do blog Vida ontem e hoje desabafa:
     
    Uso diariamente o tansporte público de Porto Alegre, e seguidamente uso as lotações da zona norte.
    Voltando do trabalho nesta noite ouvi a conversa de dois motoristas no terminal centro, que por alguns instantes se encontararam entre as viagens.
     
    O assunto foi único:
     
    "-Já te falaram que assaltaram 4 lotações hoje à noite?"
     
    Olhei no celular e vi que eram 21:55h.
     
    Me senti inseguro como ainda não tinha me sentido antes, de imediato desliguei o celular para evitar que tocasse até chegar em casa, torçendo para não ser assaltado.

    Antes de descer, conversei rapidamente com o motorista que me confirmou o assalto a três lotações, a quarta já noticia nova, até então tinham sido assaltadas duas da linha Sarandi e uma da linha Leopoldina.

    Prestando atenção então no transito e em toda a movimentação durante o trajeto, me chamou a atenção que não vi nenhuma viatura da PM nas ruas durante 30 minutos de percurso, do centro até o bairro.

    Pergunto: Onde estão os policiais nas noites da Capital? Onde está o efetivo que após a denúncia dos funcionários da Carris (linha T6) fizeram algumas blitz e que passado 3 semanas não vemos mais nas ruas?

    Assim fica muito fácil para quem quer viver do roubo, e muito difícil para quem quer viver em paz e segurança trabalhando.


    Escrito por Rodney Torres às 14h14
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    Revista revela espionagem de ongs ambientalistas

    Uma investigação conduzida pelo jornalista James Ridgeway para a revista independente Mother Jones revela que uma empresa privada de segurança, criada por ex-agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos, realizou atividades de espionagem em organizações ambientalistas. De acordo com a Agência Mundo Real, a investigação é baseada em documentos da própria empresa, Beckett Brown Internacional, que foram entregues à revista por um ex-investidor.

    Os documentos mostram que durante a metade da década do noventa, até os anos 2000, a companhia espionou organizações como Amigos da Terra Internacional e Greenpeace. O objetivo era entregar dados confidenciais a grandes corporações envolvidas em problemas ambientais.

    Dentre os clientes de Beckett Brown Internacional estão a Associação Nacional do Rifle, que promove o porte de armas nos Estados Unidos, o também estadunidense Carlyle Group, primeiro gestor mundial de valores financeiros e fundos de investimentos, e a cadeia de supermercados Wal-Mart. A empresa também prestou serviços para a Halliburton, companhia de capitais encarregada de inúmeros contratos obtidos sem licitação para reconstruir o Iraque depois da invasão dos Estados Unidos e a multinacional de sementes Monsanto.

    De acordo com a investigação, a Beckett Brown Internacional utilizou práticas ilegais como revisar os recipientes de lixo, infiltrar funcionários nas organizações e fazer grampo em ligações dos ativistas para conseguir as informações das entidades ambientalistas. As práticas permitiram que a empresa elaborasse detalhados informes de inteligência, que incluiam listas dos doadores das organizações, números da Previdência Social de seus integrantes e memorandos estratégicos.

    Em 2001, desacordos entre os diretores da empresa de segurança acabaram dissolvendo a empresa. No entanto, a partir desse momento os funcionários de Beckett Brown Internacional começaram a trabalhar em outras companhias de segurança, que permanecem ativas atualmente. A reportagem completa pode ser acessada na página de internet da revista Mother Jones, pelo endereço www.motherjones.com

    Fonte: Agência Chasque



    Escrito por Rodney Torres às 14h08
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    CHARGE

    Charge: Kayser



    Escrito por Rodney Torres às 14h06
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    Anistia registra violência urbana contra a mulher

     As mulheres que vivem nas periferias do Brasil são duplamente violentadas. Isso é o que mostra o relatório da Anistia Internacional. As informações foram coletadas em 2006 e 2007 a partir de entrevistas com mulheres que vivem nas favelas de seis capitais do Brasil. Em Porto Alegre, integrantes da organização não-governamental Themis acompanharam os pesquisadores da Anistia Internacional em periferias como a Vila Pinto, Vila Cruzeiro e Restinga.

    A coordenadora geral da ONG, Rubia da Cruz, diz que o estudo revelou o quanto as mulheres são alvo da violência urbana. Ao contrário do que se pode imaginar, a mulher não sofre apenas com a violência doméstica.

    “Elas são utilizadas, muitas vezes, no tráfico como mulas, são chamadas mulas as mulheres que acabam carregando drogas e sendo obrigadas a fazer isso pelo tráfico. É um trabalho muito difícil que acontece, nem é trabalho, é uma determinação naquela comunidade, naquela sociedade, onde as pessoas por medo, por receio, acabam se submetem às forças que não são as policiais, que são mesmo a das milícias e dos traficantes”, diz.

    Rubia afirma que o dado mais alarmante presente no estudo é a total ausência do governo nas comunidades. Ao mesmo tempo, ela critica a polícia armada, que está nas favelas semeando o medo, sem nenhum trabalho efetivo para diminuir a violência.

    “O que eles trazem é que há uma ausência completa do governo nessas comunidades. Não só de serviços de segurança e de justiça, como de saúde e outros tantos. Há uma exclusão de toda essa sociedade, dessa comunidade, e as mulheres sofrem muito mais com isso ou porque elas têm que ser cuidadoras de quem fica doente ou elas tem que ser a pessoa que está buscando a possibilidade de conciliação para conseguir continuar viva e residindo naquela comunidade”.

    O estudo traz alternativas à situação, como oficinas que proporcionem alternativas de renda, longe do tráfico. A Anistia cobra do governo federal a implantação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) e a real implementação da Lei Maria da Penha, que trata especificamente da violência doméstica.

    No entanto, para Rubia, ainda faltam medidas efetivas que atendam a violência contra as mulheres nos centros urbanos. Ela diz que é um assunto difícil de solucionar, pois as medidas do governo não tratam diretamente da violência contra a mulher na periferia.

    Da Agência Chasque



    Escrito por Rodney Torres às 16h56
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    O jornalismo ideologizado e embrutecedor de ZH

    O jornalismo ideologizado e embrutecedor de ZH

    Na cruzada ideológica a que se dedica, o jornal Zero Hora (membro-sênior do PIG) manda às favas as regras do bom jornalismo e entrega-se à vulgaridade completa e desavergonhada.

    No jargão político de esquerda, os vocábulos esquerdismo/esquerdista designam procedimentos com desvio ultra ou acentuadamente radicalizado, próprio daqueles que ignoram as conjunturas e as correlações de forças sociais. Em suma, o esquerdista é o vulgar porra-louca, o que sofre desvios políticos que o conduzem à inconseqüencia pessoal e à irresponsabilidade social.

    Chamar Fernando Lugo de esquerdista é ir muito além do equívoco, é uma falta de objetividade jornalística, uma impropriedade de tratamento e uma manifestação de má-criação de um editor embrutecido pela permanente necessidade de produzir um panfleto de resultados ideologizados – um pseudo-jornal.

    Do DIALÓGICO



    Escrito por Rodney Torres às 16h43
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    ENTRE SEM PEDIR LICENÇA

    Charge do Kayser



    Escrito por Rodney Torres às 16h31
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    Governo do RS Boicota AGRALE

    KIko Machado envia:

     

    A governadora Yeda Crusius (PSDB) boicota a indústria brasileira de defesa e segurança. No mesmo momento em que o Grupo INBRA e a AGRALE apresentam o VBL, um veículo totalmente novo e sob um chassi bem mais avançado que o do Marruá, membros do governo fazem um tour para conhecer Moscou. A comitiva do governo estadual chegou à Rússia com o objetivo de negociar a instalação no Rio Grande do Sul de uma fábrica de veículos blindados para uso militar e armamentos.

     

    Participam da missão o secretário da Saúde, Osmar Terra ??????;

     

    O secretário-adjunto do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Josué Barbosa; o secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, e empresários do pólo metalmecânico e da Agência de Desenvolvimento do município de Santa Rosa(RS).

     

    Leia mais Estado vai à Rússia negociar planta de veículos blindados

    Escrito por Rodney Torres às 16h20
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    CHARGES

          

    Charges de Eugênio Neves



    Escrito por Rodney Torres às 13h25
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    Abertas inscrições para o I Fórum de Mídia Livre

    Estão abertas as inscrições para o I Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá no Rio de Janeiro, dias 17 e 18 de maio, e reunirá participantes de todo o País. O evento é parte de uma ampla mobilização de jornalistas, acadêmicos, estudantes e ativistas pela democratização da comunicação em defesa da diversidade informativa e da garantia de amplo direito à comunicação.

    A mobilização começou em uma reunião em São Paulo envolvendo 42 jornalistas, estudantes, professores ou pessoas atuantes na área das comunicações, de diferentes regiões do Brasil. Entre outras questões, os presentes discutiram o avanço do movimento de comunicação da mídia livre em todo o país, de modo a fazer frente aos grupos conservadores que concentram as atividades da comunicação social no Brasil.

    O setor de comunicação, segundo o manifesto em construção disponível no site do Fórum de Mídia Livre, "não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo". E continua: "A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos (...)".

    Um dos objetivos, ainda segundo o texto, é a democratização das verbas públicas, apoiando que "as verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes". O documento está disponível no site do evento (
    http://forumdemidialivre.blogspot.com/).

    Antes mesmo do evento no Rio de Janeiro, o movimento social de comunicação já está se mobilizando em oito cidades: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e Salvador. Os primeiros relatos já estão disponíveis no site. O próprio evento é um importante passo na discussão e deliberação sobre os rumos do movimento social de comunicação.

    Programação - O I Fórum de Mídia Livre acontecerá dias 17 e 18 de maio de 2008 (sábado e domingo), das 9h às 17h (com pausas entre os debates e grupos de trabalho). Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC. Confira em breve no site do evento a programação completa do evento.

    Inscrições - A participação no I Fórum de Mídia Livre é aberta e a inscrição é obrigatória. Os participantes podem também se informar sobre os pré-encontros em suas respectivas cidades. O custo individual da inscrição é de R$15 (quinze reais) para o público em geral e R$5 (cinco reais) para estudantes, pagos no dia do evento, junto à secretaria executiva do evento. A secretaria executiva do evento emitirá um certificado de participação para os que compareceram nos dois dias de evento.

    A inscrição no I Fórum de Mídia Livre não garante, por ora, o transporte, estadia e alimentação dos inscritos, que no entanto estão sendo negociados. Inscreva-se já e participe dos debates:
    http://forumdemidialivre.blogspot.com/



    Escrito por Rodney Torres às 13h20
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    BM PRENDE LADRÕES DE CARRO DO RUBEM BERTA

    Na noite de sábado (19/04) a Brigada Militar perseguiu, trocou tiros e prendeu dois ladrões de carros na Cohab Rubem Berta. O veículo foi furtado nas imediações do Hospital Cristo Redentor, onde começou a perseguição. Tiros foram disparados tando pelos assaltantes como pela BM.

    A "caçada" terminou na esquina da avenida Adelino Ferreira Jardim com Wolfran Metzler, quando os ladões colidiram com outro veículo q passava pelo cruzamento. Um PM ficou ferido, os ladões presos e no outro veículo apenas danos materiais.

     

     



    Escrito por Rodney Torres às 13h09
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    INTERNET E AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

    Cláudia Cardoso do blog DIALÓGICO nos envia texto do Adauto de Andrade escreve:

    Ontem à noite acompanhei, pela TV Cultura, um debate (ao vivo) pra lá de acalorado no programa Opinião Nacional. O tema: “uso das ferramentas da Internet nas eleições municipais”. Tudo isso em função de um malfadado parecer da assessoria técnica do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, mas já, já, voltaremos a falar sobre isso.

    Eram seis os debatedores. Sérgio Amadeu e Marcelo Tas dispensam apresentações. Ana Flora França e Silva, Diretora Geral do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, José Américo, Vereador do PT em São Paulo, Julio Someghini, Deputado Federal do PSDB por São Paulo, e Manuela D’Ávila, Deputada Federal do PC do B pelo Rio Grande do Sul - simpaticíssima, 27 aninhos e uma gracinha (não necessariamente nessa ordem).

    O grande perrengue da coisa toda é que recentemente a assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral emitiu um parecer através do qual procuram regular e limitar o acesso e uso da Internet por parte dos candidatos a cargos políticos. Segundo informado pela Ana Flora - que também é doutora advogada de direito jurídico - esse parecer não estaria inovando em absolutamente nada, pois já existiria a Resolução nº 22.718 do TSE, que teria sido, inclusive, elaborada após consulta e apoio de representantes dos partidos políticos, bem como também há a própria legislação eleitoral, Lei nº 9.504/97, a qual sofreu importantes alterações através da Lei nº 11.300/06.

    Nem preciso dizer que depois dessas afirmações, a casa caiu

    Os políticos presentes, indignados, ressaltaram que o TSE não consulta os partidos coisíssima nenhuma. Simplesmente comunica o que pretende fazer e efetivamente faz o que lhe der na telha.

    Aliás, falando nos políticos, aí vai uma sinopse (mais um feeling) de cada um deles. A Ana Flora (coitada) estava lá apenas marcando presença, pois limitou-se tão-somente a passar a posição oficial da Justiça Eleitoral. O tal do Julio Someghini (PSDB) estava, na verdade, usando o debate como um belo dum palanque para tentar apresentar as discussões que estão rolando na Câmara - em especial no que diz respeito à Internet. O José Américo (PT) fazia parte da turma do “deixa disso”, pois no decorrer do debate vivia tentando arregimentar simpatizantes para que houvesse uma reunião e discutir os mais variados temas. Já a Manuela D’Ávila (ah, Falbalá…) demonstrou uma lucidez ímpar, destacando que obteve quase 300 mil votos com uma campanha baseada mais em blogs, Orkut, Youtube, etc, que na propaganda tradicional propriamente dita.

    O Sérgio Amadeu (caboclinho arretado!) foi bastante enfático em todas suas colocações. Seu maior temor é que ocorram os costumeiros exageros que usualmente impedem a democracia. Destacou que a Internet como um todo, os blogs de maneira especial, são visitados por quem quiser. Diferentemente das campanhas políticas tradicionais, os usuários não são massacrados com a propaganda eleitoral, uma vez que o computador nada faz sozinho. É preciso teclar, é preciso interagir - e isso é que faz toda a diferença.Ao contrário do que dizem a Internet não é a chamada Terra de Ninguém, na realidade é a Terra da Reputação. Quem tem reputação, quem tem competência, se estabelece. Simples assim. É uma ferramenta que permite aos eleitores uma verdadeira pesquisa a fundo acerca de seus candidatos, não tendo que se contentar com os “santinhos” distribuídos nas ruas.

    Marcelo Tas, na mesma linha, literalmente bradou que tentar controlar a Internet é o maior dos absurdos, pois, por essência, a Internet é incontrolável. A Internet não é uma rede de computadores, é uma rede de gente. E quanto aos candidatos, ao contrário da máscara vestida nos programas de TV, o candidato que resolver se mostrar, que aguentar o tranco, que souber ouvir as críticas, que verdadeiramente debater com seus possíveis eleitores, pois bem, esse candidato só vai crescer. O político inteligente não vai tratar seu público como imbecil. A Internet é uma ferramenta extremamente benéfica nesse sentido.

    Mas o mote principal do debate - e que foi bastante martelado pelos presentes - é que em toda eleição, sem exceção, a legislação muda. Ana Flora tentou uma saída pela direita, a la Leão da Montanha, dizendo que a legislação é a mesma, que não mudou. Ora, mera tecnicidade, pois ainda que a lei seja a mesma o TSE vem reiteradamente mudando suas resoluções, ou seja, está legislando através de resoluções. Que eu saiba esse papel seria do Legislativo, não do Judiciário. Acuada, Ana Flora limitou-se a explicar que os cartórios pelo Brasil inteiro estariam conectados via intranet, não necessariamente dispondo de Internet, de modo que o Tribunal simplesmente não tem capacidade para fiscalizar a obediência ou não de suas imposições. Esse papel acaba ficando relegado aos próprios partidos políticos…

    Enfim, pela polêmica toda da coisa ainda há a possibilidade de o TSE rever seu posicionamento. Mas, particularmente, acho difícil. O grande problema é que, conforme foi dito no debate (acho que foi o Sérgio Amadeu, mas não tenho certeza), “mentes antigas acham que o melhor meio de tratar o novo é reprimir o novo”.

    Que fique bem claro: na minha opinião resolução não é lei, parecer não é lei. Simples assim. Os candidatos ainda não fazem parte da máquina administrativa - são meros aspirantes a políticos. Não estão adstritos ao Princípio da Legalidade - “se a lei não prevê, é proibido”. Desse modo devem seguir a regra geral, ou seja, “se a lei não proíbe, é permitido”.

    A atitude do TSE de tentar limitar o acesso dos candidatos às ferramentas da Internet, ainda mais com uma falta de tecnicidade ímpar, através de resoluções, é tentar matar uma mosca com uma pá. Está fadada ao fracasso. Como muito bem colocado no debate, a Internet é incontrolável. E é benéfica. Penso que é o melhor conceito de Anarquia jamais visto. Entenda-se: anarquia “enquanto ideal comum a todos aqueles que advogam a liberdade”. Pela Internet todo e qualquer candidato tem meios de chegar diretamente ao seu eleitorado. E vice-versa. Não dependem de campanhas milionárias (que, muitas vezes, só enchem o saco), nem tampouco estão limitados aos parcos recursos financeiros disponíveis - quando muito uns “santinhos” e olhe lá.

    Pela Internet o eleitor pode buscar, segundo seu próprio livre arbítrio, o candidato que tem mais condições de atender seus anseios, suas expectativas. É como consultar um livro: a pessoa vai na página que quer. Não importa a quantidade de informações que vá ser disponibilizada. O eleitor é inteligente. Sabe diferenciar o joio do trigo. Velhas técnicas de difamação, calúnia ou injúria (sempre tive problemas em distinguir esses conceitos) simplesmente não funcionam na Internet, pois, como definido com primor, a reputação é que vale.

    Enfim, há que se ter em mente que a Internet é uma terra de oportunidades digitalmente virtual mas constituída de gente de carne e osso. É um admirável mundo novo, com inúmeros recursos de utilização para o bem, mas que vem tentando ser tolhido e regulamentado por dinossauros fadados à extinção.

    E que não se esqueçam: toda regra já nasce pronta para ser quebrada…

    Até mesmo a regra acima.

    Os hackers que o digam!



    Escrito por Rodney Torres às 14h55
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    O deboche de Zero Hora

    Tá no Diário Gauche:

    Corrigindo-se do grave erro jornalístico de ter feito uma manchete confusa, dias atrás – onde empregou a expressão boda, para designar casamento, quando o usual e correto seria bodas – o jornal da RBS agora parte para o deboche disfarçado. Desta vez temos a objetividade jornalística, mas adornada com a cereja do escárnio.

    Informa que “Casamento reúne elite política em Porto Alegre”, evidentemente zombando dos presentes à cerimônia nupcial da filha de uma ministra do governo Lula.

    O termo elite política é uma categoria sociológica que foi objeto de estudos de inúmeros autores, Vilfredo Pareto, com a “circulação das elites”, Robert Michels, com a “lei de ferro da oligarquia”, e Gaetano Mosca, com a sua “teoria das elites”, só para citar três expoentes do tema.

    É um grosseiro equívoco, a não ser que se queira deliberadamente avacalhar, chamar o governo lulista de um concerto da elite brasileira. Não é. Tanto não é, que a própria elite, as oligarquias históricas, representadas pelo PIG, não se cansam de atacá-lo de maneira vil e golpista, ora por ser de origem humilde, ora por não ter dez dedos nas mãos, ora por não ser poliglota, e ora por freqüentar casamentos, cuja festa será realizada nos salões do clube Leopoldina Juvenil.

    Imagina, essa rafaméia transitando no Leopoldina? – é a pergunta que ZH sugeriu ontem, nas entrelinhas do seu imorredouro ressentimento de classe.



    Escrito por Rodney Torres às 14h37
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    CHARGE

    Charge DORÓ



    Escrito por Rodney Torres às 14h27
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    Deputado impedido de exercer sua função

     O Dep. Dionilso Marcon (PT), sindicalistas e assessores do Dep. Fed. Adão Pretto (PT/RS), além de serem impedidos de acompanhar a desocupação da fazenda Southall, tiveram seus carros depedrados por um grupo de ruralistas. Segundo a sua assessoria, "muitos ruralistas portavam armas e alguns se comportavam como jagunços. Segundo ele, usavam linguajar chulo e ofenderam o parlamentar, os sindicalistas e a assessoria do deputado Adão Pretto".

     

    É INOMINÁVEL o que está acontecendo no RS do (des)governo Yeda Crusius (PSDB)!!!

    Segue a nota na íntegra:

    Ruralistas atacam veículos e deputado é impedido de exercer mandato O deputado Dionilso Marcon (PT) denunciou, sexta-feira (18), que a sua condição de deputado estadual foi violada pelo comandante Regional da Brigada Militar, responsável pela desocupação da Fazenda Southall , no município de São Gabriel.

     

    Segundo Marcon, antecipadamente e por respeito, fez dois contatos telefônicos, com o comandante Geral da Brigada Militar, coronel Nilson Nobre Bueno. Na conversa o deputado informou que acompanharia o processo de desocupação e recebeu a autorização do comandante geral para que ultrapassasse qualquer impedimento e tivesse acesso, como representante do Poder Legislativo, ao local do conflito para acompanhar o fato.

     

    No entanto, segundo o parlamentar, o oficial responsável, pela primeira barreira já se negou a cumprir a ordem, mesmo sendo informado pelo deputado que estava autorizado, se identificou e solicitou a passagem. O oficial se negou a atender ao pedido e afirmou se tratar de determinação do Coronel Lauro Binsfeld, Comandante Regional Fronteira Oeste.

     

    Imediatamente o deputado ligou para o chefe da Casa Civil, Cezar Busatto pedindo esclarecimentos e relatou o desrespeito ao Poder Legislativo. Também comunicou o fato à assessoria do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira, que até o fechamento dessa edição ainda não havia entrado em contato com Marcon.

    O deputado petista vai exigir que o comando regional seja responsabilizado pelo ato, pois, segundo ele, foi um membro do Poder Legislativo que deixou de exercer seu direito constitucional promulgado na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.

    Ataque de Ruralistas ligados a Farsul

    Impedido de seguir até á área do conflito, o deputado Marcon retornava a São Gabriel. Junto com ele estavam sindicalistas que prestavam solidariedade aos agricultores sem terra, juntamente com a assessoria do deputado federal Adão Pretto (PT).

     

    Ambos foram surpreendidos e atacados por um grupo de ruralistas — que vestiam camisetas e bonés da Farsul e empunhava bandeira do sindicato rural de São Gabriel — na estrada vicinal que dá acesso a Fazenda Southall. Segundo o deputado Marcon, um veículo pertencente ao grupo de latifundiários foi atravessado de forma intencional no meio da estrada com o objetivo de impedir a passagem dos dois veículos que trafegavam de volta a cidade.

     

    Os veículos, interceptados, foram obrigados a seguir por um desvio forçado (um dos automóveis estava o deputado Marcon e outro, uma Kombi, do sindicato dos servidores da UFSM - Universidade Federal de Santa Maria). Quando a Kombi tentou a travessia, foram barrados e cerca de 30 pessoas (homens, mulheres e adolescentes) tentaram viram o veículo. Como fracassaram na tentativa, rasgaram o pneu traseiro direito da Kombi a faca, que teve parar. O veículo do deputado também foi cercado e os ruralistas do acampamento do sindicato Rural da Farsul tentaram quebrar o veículo a pauladas e furar os pneus.

     

    Segundo o petista, muitos ruralistas portavam armas e alguns se comportavam como jagunços. Segundo ele, usavam linguajar chulo e ofenderam o parlamentar, os sindicalistas e a assessoria do deputado Adão Pretto.

     

    Ontem mesmo o deputado, os sindicalistas e os assessores do deputado Adão Pretto prestam depoimento ao delegado da cidade de São Gabriel. Os sindicalistas afirmaram que foram ameaçados e só não foram agredidos por que estavam com os vidros do carro fechado.

    Jornalista Responsável: Kiko Machado MTBRS 9510

    Do DIALÓGICO



    Escrito por Rodney Torres às 14h21
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    Bolsa Família é um programa família mesmo

    A taxa de adequação no uso dos recursos do Bolsa Família é uma das maiores entre os projetos sociais desenvolvidos em todo o mundo. Ou seja, grande parte dos recursos são realmente usados para a finalidade a que se destinam.

    A informação é da vice-presidente do Banco Mundial para área de Desenvolvimento Humano, Joy Phumaphi, que fez em março uma visita de cinco dias ao Brasil para conhecer nossos principais programas em saúde, educação e proteção social.

     Jornal da Mídia .



    Escrito por Rodney Torres às 14h05
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    CHARGE

    Charge Eugênio Neves



    Escrito por Rodney Torres às 13h46
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    EM DEFESA DA PROCERGS

    Preocupados com a ameaça de desmonte, trabalhadores da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) lançaram uma campanha em defesa da companhia. Já está no ar o blog da campanha, o Tirem as Mãos da Procergs. A campanha é organizada pela Comissão de Trabalhadores da Procergs (CT/Procergs) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd/RS). As entidades denunciam:
    “O desmonte do serviço público patrocinado pelo governo Yeda, que já provocou a redução da Emater, o sucateamento da educação e está vendendo, aos poucos, o Banrisul, agora está colocando em risco uma das empresas mais importantes do Estado: a Procergs. Yeda quer desmontá-la e vender os seus serviços mais valiosos aos empresários. Para isso, conta com a ajuda do secretário da Fazenda, Aod Cunha, e do presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo, que já assumiram publicamente a redução da Companhia, o que levará à privatização de diversos serviços”.


    Escrito por Rodney Torres às 13h37
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    Tribunal de Contas suspende licitação do programa “Porto Alegre + Luz”

     O pleno do Tribunal de Contas do Estado suspendeu, quarta-feira (16), a licitação da Prefeitura de Porto Alegre para a contratação de serviços de engenharia no sistema de iluminação pública (Programa Porto Alegre + Luz). O voto do conselheiro João Osório Martins, em forma de cautelar, determinou a suspensão da referida licitação “até que sejam sanadas as inconformidades apontadas, por indícios de irregularidades no processo licitatório”.

    A representação do Ministério Público de Contas questiona possíveis irregularidades na contratação de serviços de engenharia para a manutenção e execução de Gestão Integrada do Sistema de Iluminação Pública de Porto Alegre. Segundo o MPC, “o processo licitatório lança dúvidas, na concorrência pública, quanto ao atendimento dos princípios da legalidade, economicidade , razoabilidade e da moralidade”.

    No dia 25 de fevereiro, o prefeito José Fogaça (PMDB), anunciou um investimento de R$ 64 milhões no Programa Porto Alegre + Luz, para a manutenção e a substituição de todos os 85 mil pontos de iluminação pública da cidade. Fogaça disse que as obras iriam iniciar dentro do prazo de dois meses. (Foto: Ricardo Giusti/PMPA)

     


    Escrito por Rodney Torres às 17h47
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    Balanço de três anos da governança Fogaça

     O vereador Marcelo Danéris, presidente do PT de Porto Alegre, envia texto avaliando três anos da governança Fogaça:

    “Neste mês de abril a governança Fogaça prestou contas de seus três primeiros anos de governo, afirmando ter criado um novo “modelo de gestão” na Prefeitura a partir da sua parceria com o PGQP (Gerdau-Fiergs). O tom eufórico do relatório contrasta com a pobreza das realizações. O governo afirma que realizou em 2007 o maior investimento da década. Não é verdade.

    Segundo dados do balanço foram investidos R$ 144 milhões em 2007, valor inferior à média anual da última gestão que foi de R$ 163,3 milhões. A atual administração afirma, também, que ocorreu no ano passado o maior gasto com saúde, mas na verdade ele foi inferior à média do quadriênio anterior. Os investimentos no setor foram modestíssimos em 2007, de apenas R$ 2 milhões, enquanto que o gasto com publicidade atingiu R$ 14,8 milhões.

    Outro exemplo claro do descompromisso do atual governo com a população é o não cumprimento das demandas do OP. Nos últimos três anos apenas 82 obras foram concluídas e 444 demandas da comunidade ainda estão no papel.

    A governança Fogaça tem repetido à exaustão que realizou o saneamento financeiro da Prefeitura, exemplificando com os superávits alcançados a partir 2005. A melhora nas finanças decorreu de uma importante alteração na legislação do ISSQN, que beneficiou as prefeituras a partir de 2003, além da explosão do mercado imobiliário e do crescimento econômico do Brasil dos últimos anos.

    Acresça-se a queda nos investimentos e a redução dos serviços essenciais da cidade, além do atraso de mais de 60 dias no pagamento dos fornecedores, reconhecido pelo secretário-adjunto da fazenda municipal em entrevista concedida ao Jornal do Comércio neste mês de abril. Ele afirma que “não há equilíbrio total das finanças”, contrariando o seu secretário e o prefeito municipal”.


    "Esta é a qualidade da gestão e a mudança prometida pelo governo Fogaça".


    Escrito por Rodney Torres às 17h41
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    Rubem Berta virou uma favela carioca

    Rodney Torres Junior (*)

     

    Este pedaço esquecido da cidade está se tornando um verdadeiro caos com relação à segurança urbana. Não é nenhum exagero dizer que estamos nos tornando uma “favela carioca”.

    Os tiroteios são diários, não tem hora nem local para acontecer. Pessoas andam armadas nos ônibus. O comércio local é assaltado diariamente, alguns mais de uma vez por dia. Isso sem contar os coletivos, onde houve paralisação da linha T6 clamando por segurança. E aí nos perguntamos: Onde está o Poder Público? Cadê a Brigada Militar, Polícia Civil, a Vizinhança Segura?

                A ausência do estado nesta região causa uma aproximação dos jovens com o tráfico e os diversos tipos de crimes. Não há programas de inclusão, nem espaços alternativos para a juventude.

                Nesta região onde residem aproximadamente 120.000 pessoas, existem apenas três escolas de nível médio, fazendo que jovens busquem escolas em outros bairros ou fiquem sem estudar. O que nos parece que há uma certa opção por presídios ao invés de educação.

                O governo estadual que possui na região um espaço maravilhoso, porém abandonado, que é o Vida Centro Humanístico, em vez de utilizar para oficinas, cursos e demais programas, utiliza para estacionamento de carros novos da FGTAS. Veículos esses que poderiam ser encaminhadas para a BM e Polícia Civil. Mas estão lá, todos parados, talvez aguardando espaço na agenda da governadora para a solenidade de entrega. Como se ainda não bastasse, há rumores de privatização do Centro Vida.

                E a Prefeitura? Onde está a Vizinhança Segura? Onde estão as câmeras de vídeo colocadas no Carnaval? A comunidade há dois anos pede a sua permanência, principalmente no Porto Seco e na Manoel Elias, com vistas à redução da exploração sexual infanto-juvenil.

                Por que a periferia é sempre deixada de lado com relação à segurança? Por que bairros como Moinhos de Vento, Mont Serrat, Bela Vista entre outros de classe alta, tem atenção total do Estado e do Município? Por que o Parque Germânia (que conta com vigilância privada), o Parcão, a Encol tem muitos Guardas Municipais e a Praça México nenhum?

                Será mera coincidência ou política de governo?

     

    (*) Conselheiro Municipal de Justiça e Segurança Região Eixo Baltazar

    Artigo publicado no Diário Gaúcho e Jornal do Comércio em 03/04/08



    Escrito por Rodney Torres às 11h51
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    PROFESSORES PROTESTAM NA CAPITAL E NA SERRA

     Professores da rede pública estadual prosseguem HOJE com os protestos contra o sucateamento da educação. HOJE, eles realizam DUAS plenárias em Porto Alegre. À tarde, fazem um ato público em frente à Secretaria Estadual de Educação.

     

    Em Caxias do Sul, na Serra, e em Passo Fundo, na região do Planalto, os educadores protestam em frente às coordenadorias regionais de educação. Já em Cachoeira do Sul e em Santiago, ocorrem atos públicos e panfletagens nas praças centrais das cidades. Em Santana do Livramento, na Fronteira, os professores participam de um seminário sobre a precariedade da educação pública.

     

    Os protestos integram o calendário de mobilizações do Cpers Sindicato para pressionar o governo a negociar a pauta de reivindicações. Os professores exigem reajuste do salário base, concurso público e mais investimentos na educação.

     

    No próximo dia 25, eles avaliam a possibilidade de greve em assembléia na Capital.

     

    Da AGÊNCIA CHASQUE



    Escrito por Rodney Torres às 11h46
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    Ainda o rolo Fraga e Lasier

     A Cláudia do Dialógico faz um belo comentário sobre o rolo Lasier Martins/Chico Fraga:

     

    "O Sr. Chico Fraga, em depoimento à CPI do Detran, disse, e depois desdisse, que Lasier Martins viajou às custas do Detran para Hannover e Caxias. Sabedores deste tema, através do RS Urgente, O Dialógico se deu ao trabalho de ouvir o comentário do dito no jornal da xepa desta terça-feira, 15 de abril.

     

    E não é que o bicho estrilou? Até a palavra "calúnia" foi proferida! Lá pelas tantas, o Lasier veio com esta: o Chico Fraga "não tem como provar". Opa, ruído nos nossos ouvidos... Como assim?

     

    Até onde sabemos, toda e qualquer despesa de funcionário é preciso estar registrada em notas fiscais. Uma empresa, seja pública e principalmente privada (que não é trouxa), anota todas as despesas a título de diária e passagem de seus funcionários que viajam a trabalho. Este procedimento, por si só, deveria deixar o Lasier completamente tranqüilo e sem a necessidade de alertar Chico Fraga de ele "não tem como provar". Estaríamos diante de um ato falho?

     

    Vindo de onde veio, isso não deveria preocupá-lo, uma vez que essa afirmação foi feita por uma pessoa em desespero de causa, que usa de todos os expedientes possíveis para se ver livre das acusações que sobre ela pesam. O Lasier deveria conhecer esse tipo de gente e do que eles são capazes, pois é, de certa forma, pela mão da mídia a quem ele presta os seus serviços, que os chicos fragas chegam onde estão. Ou seria mais uma mentira do Fraga ao afirmar que "ele sempre me elogiava"?

     

    Lasier morreu do próprio veneno. Ele agora sentiu o que é criar factóides, lançar insinuações e ter sua reputação atingida. Ele e a empresa onde trabalha são useiros e vezeiros deste infame expediente. No popular: um sonoro "bem feito"!

    Mas não se emenda: no mesmo comentário, ao final, ainda sobraram acusações a la chico fraga para a CPI do Detran. Lasier afirmou, que "os deputados estão deitando e rolando", enquanto o governo federal "abafa" a CPI do cartão corporativo.

     

    Mas deixa estar, sr. Lasier, que isso não é nada que uma espairecida na Índia não cure. Ainda mais, com gente que está acostumada a produzir factóides e, de repente, se vê na incômoda posição de ser vítima de um deles..."



    Escrito por Rodney Torres às 09h36
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    Bancários protestam contra demissões na Capital

     Bancários lançam na manhã de hoje em Porto Alegre a campanha Banqueiro: chega de sugar a gente. A ação volta a cobrar dos bancos o fim das demissões e melhores condições de trabalho.

    Na campanha, os trabalhadores defendem novas contratações, mais segurança e o fim das metas abusivas. A onda de demissões pode ser medida pelos números do Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.

    Nos primeiros três meses houve o desligamento de NOVENTA bancários. Já os pedidos de dispensa apresentados no mesmo período chegam a CENTO E CINQÜENTA E NOVE, muito devido ao cansaço com a pressão no ambiente de trabalho. E as aposentadorias totalizam QUARENTA E QUATRO, contribuindo para o aumento da carência de pessoal nas agências e o crescimento das filas nos bancos.

    Da Agencia Chasque



    Escrito por Rodney Torres às 09h09
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    “IstoÉ” manipula foto para proteger Serra

    Imagem de protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp trazia a inscrição “Fora Serra”, que sumiu da foto publicada pela revista

    A revista IstoÉ desta semana mostra – para poucos – que a campanha eleitoral já começou e de que lado está. Para proteger o PSDB e o governador de São Paulo, José Serra, a publicação, contrariando todas as regras do jornalismo, apagou a inscrição “Fora Serra” de uma foto feita durante um protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp.

    Mais que isso, o resultado visual inverte o significado da imagem que traz uma placa de trânsito “Pare”, como se quem devessem parar fossem os movimentos, e não as privatizações.

    A adulteração de uma foto – passível de processo pelo detentor de seus direitos autorais, no caso a Folha de São Paulo – é plenamente possível hoje em dia com o uso de um programa para tratamento de imagens, como o Photoshop por exemplo, mas é prática condenada no meio jornalístico. O fato escancara o poder de influência camuflada que os meios de comunicação de massa tem para atuar como o que vem sendo chamado de “Partido da Mídia” (PM).

    A foto adulterada, de autoria do fotógrafo Cristiano Machado, ilustra a matéria “ O MST contra o desenvolvimento” e mostra integrantes de movimentos sociais bloqueando a rodovia Arlindo Bétio, que liga São Paulo a Mato Grosso do Sul e Paraná, em protesto contra a privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), no dia 24 de março (leia reportagem).

    A legenda diz “A exemplo do que ocorreu em São Paulo, em protesto contra a privatização da Cesp, os sem-terra prometem parar estradas em todo o país nos próximos dias”.

    A reportagem assinada por Octávio Costa e Sérgio Pardellas criminaliza os movimentos sociais sustentando que “os sem-terra ameaçam empresas e investimentos que geram empregos e qualidade de vida”, sem mencionar que a Aracruz Celulose, a Monsanto, a Cargill, a Bunge e a Vale – citadas pela matéria como exemplos de empresas prejudicadas – respondem a acusações de destruição do meio ambiente, desrespeito aos direitos de povos tradicionais, como quilombolas e indígenas, e exploração de trabalhadores.  A matéria tenta desautorizar o MST como um ator político que vá além da luta pela reforma agrária. Diz que “desde 2006, o MST lidera ataques à globalização, ao neoliberalismo e às privatizações – algo que nada tem a ver com a sua luta original”.

    Nada é por acaso

    A editora Três, que publica a revista IstoÉ, é controlada pelo acionista majoritário do banco Opportunity, Daniel Dantas. O banqueiro tem ligações com fundos de pensões, além de uma participação ativa no processo de privatizações de estatais sobretudo durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.  Em 2007, Dantas superou a concorrência da Rede Record e comprou 51% das ações da editora Três, que estava à beira da falência.

    O banqueiro tem uma trajetória de proximidade com outros partidos de direita como o DEM, sobretudo com o falecido político baiano Antonio Carlos Magalhães. Também foi sócio do publicitário tucano Nizan Guanaes. Por diversas vezes, foi alvo de investigações e respondeu a crimes como espionagem e formação de quadrilha. Quando estava à frente da Brasil Telecom, foi acusado de contratar a empresa Kroll para espionar a Telecom Italia.

    Do Brasil de Fato



    Escrito por Rodney Torres às 09h17
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    SOBRAS DE CAMPANHA

     O deputado estadual Paulo Azeredo (PDT) perguntou a Chico Fraga se ele tinha conhecimento da existência de sobras de recursos da campanha de Yeda Crusius (PSDB), em 2006. Azeredo citou um depoimento do delegado Luiz Fernando Tubino à Polícia Civil, segundo o qual “resíduos de campanha” da candidatura tucana teriam sido usados para comprar uma casa na rua Araruama, em Porto Alegre. Tubino também teria dito que as denúncias sobre o escândalo do Detran “não dariam em nada”, porque tudo já estaria acertado.

    O secretário-geral da prefeitura de Canoas disse não saber nada sobre “sobras de campanha”. Azeredo insistiu: “Quem sabe, então?”. “O tesoureiro deve saber” respondeu Chico Fraga. “E quem era o tesoureiro?” – emendou o deputado. “Acho que era o Bordini”. Rubens Salvador Bordini foi nomeado vice-presidente do Banrisul pela governadora Yeda Crusius.



    Escrito por Rodney Torres às 08h59
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    CPI DO DETRAN

    SOBROU PRO LASIER

     O secretário-geral da prefeitura de Canoas, Chico Fraga (PTB), iniciou seu depoimento na CPI do Detran, na noite desta segunda, mandando recados para aliados políticos e para jornalistas. Afirmou que “trabalhou muito” para eleger o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) e a atual governadora Yeda Crusius (PSDB), a quem classificou como “péssima governadora”. O motivo da crítica: “esperava ter algum retorno político-administrativo”, confessou.

    Chico Fraga atacou o jornal “
    O Timoneiro”, de Canoas, chamado por ele de “jornaleco” em virtude das matérias publicadas sobre o caso Detran. E reclamou da postura dos jornalistas Lasier Martins, André Machado e Rosane de Oliveira, da RBS. Sobre Lasier Martins, afirmou: “estranho a postura dele agora; ele viajou três vezes comigo para Hannover e três vezes para Caxias, patrocinado pelo Detran e pela prefeitura de Canoas; ele sempre me elogiava”.

    No decorrer de seu depoimento, Fraga mudou sua versão e disse que o Detran patrocinava o programa de Lasier Martins, mas não sabia se tinha pago também as passagens destas viagens.
     


    Escrito por Rodney Torres às 08h55
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    TSE AGE ILEGALMENTE AO PROIBIR O USO DA INTERNET NA CAMPANHA ELEITORAL

    *Por Luiz Afonso de Melo Peres

    O Tribunal Superior Eleitoral, expandindo a vertente autoritária que vem caracterizando diversas atitudes suas, novamente invade a competência privativa do Poder Legislativo para legislar, ato que compete ao Poder Legislativo.

    Agora, o alvo é a utilização da Internet pelos candidatos às eleições deste ano.

    Através da Resolução nº 22.718, de 2008, a pretexto de “Dispor sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral”, o TSE inova no ordenamento jurídico - o que lhe é vedado – para introduzir, através de mero ato regulamentador, normas de vedação da utilização do ciberespaço (e, por conseguinte, todos os seus espaços disponíveis, tais como blogs, sites de relacionamento,correio eletrônico e outros), as quais não constam de nenhuma lei eleitoral vigente no País.

    O Código Eleitoral e a Lei 9.504/97, que regulamentam as eleições, não trazem uma palavra sequer a respeito do uso da internet nos pleitos eleitorais. Logo, o TSE somente pode se limitar a regulamentar o que está na lei, e não criar direito novo, como fez através da referida Resolução. Tal conduta, além afrontosa à própria Constituição Federal, por caracterizar usurpação da função do Poder Legislativo em criar leis novas, igualmente se constitui em verdadeiro absurdo sob qualquer ângulo que se possa analisar.

    Inicialmente, ao contrário do que tem declarado o Presidente do TSE, a utilização da internet em campanhas eleitorais está longe de estimular o abuso do poder econômico: na verdade constitui um meio extremamente barato para a veiculação de programas, mensagens e discussões acerca dos assuntos que vão pautar o debate eleitoral.

    Em segundo lugar, pela Internet não se compram votos, pois seu acesso é universal e impessoal, sendo que qualquer pessoa pode acessar seus conteúdos.

    Em terceiro lugar, o ciberespaço é altamente democrático, qualquer interessado pode dar sua opinião, especialmente através dos blogs e sites de relacionamento.

    Agora mesmo, na eleição norte-americana, a utilização da internet vem sendo mostrada como o grande diferencial na campanha eleitoral de Barack Obama, o qual vem travando debates e apresentando suas propostas através da rede, com grande sucesso.

    Aliás, a quem realmente interessa a proibição da utilização deste meio extremamente democrático e barato no debate eleitoral? A resposta é simples: a vantagem será dos candidatos que têm apoio das grandes redes de televisão, rádio e jornais. Os candidatos que defendem interesses dos grandes grupos de comunicação ganham grande destaque em reportagens e entrevistas, enquanto que os demais somente ganham espaço por meio de matérias desfavoráveis, falsos escândalos, etc.

    A manter-se este avanço autoritário do TSE sobre a função legislativa, sem que o Congresso Nacional tome qualquer iniciativa, sofremos o risco de voltarmos aos tempos da famigerada “Lei Falcão”, criada pela ditadura em para evitar a repetição dos debates eleitorais que a arrasaram nas eleições de 1974: as campanhas eleitorais se resumirão à mostrar a foto e o nome do candidato.

    Por isso, temos que nos somar ao movimento que já vem ganhando espaço no País: o TSE tem que tirar suas mãos da Internet!



    Escrito por Rodney Torres às 11h21
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    Irregularidades na Prefeitura de Porto Alegre

    Foto CMPA/Divulgação

    Vereador Adeli Sell rejeita declarações de Zacher

    O vereador Adeli Sell (PT/POA) declarou que não responderá às declarações do ex-secretário municipal da Juventude, vereador Mauro Zacher (PDT/POA), divulgadas quarta-feira (09/04) no blog da colunista Rosane de Oliveira.  Mauro  Zacher deixou a secretaria do governo Fogaça (PMDB) em novembro do ano passado, após denúncias de irregularidades no programa do governo federal. Segundo a colunista do grupo RBS, Zacher estaria agora 'exigindo reparação' de Adeli, um dos seus mais severos críticos, uma vez que uma sindicância interna não teria chegado a uma conclusão definitiva sobre sua culpabilidade.

    Na opinião de Adeli Sell, as declarações demonstram desconhecimento do papel de um vereador. "Cumpri o dever de fiscalizar o Executivo e encaminhei à Polícia Federal as graves denúncias de ilegalidades na Secretaria Municipal da Juventude durante a gestão de Zacher", afirmou Adeli. O vereador lembrou que as irregularidades ainda estão sendo investigadas pela Polícia Federal, além de terem sido reafirmadas em declarações da atual secretária municipal da Juventude, Juliana Brizola, e confirmadas em investigação preliminar do MEC.



    Escrito por Rodney Torres às 10h51
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    Charge do Kayser



    Escrito por Rodney Torres às 10h34
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    A comoção do momento

    Do Kayser

    A atual comoção não é das mais legais... Como não tem nenhum menor envolvido, não dá para a classe média clamar pela redução da maioridade penal. Ainda por cima, os pais não são pobres, o que impede os brados a favor da esterilização em massa de favelados. O jeito é se contentar com uma indignação padrão e um pedido básico por pena de morte, pronunciado como um tímido resmungo de “tinham que matar um desgraçado desses”...



    Escrito por Rodney Torres às 10h34
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    Base de Yeda tenta fazer dossiê contra o PT

     RS Urgente informa: Na última quinta-feira, membros da base do governo Yeda Crusius (PSDB) receberam ordem de vasculhar tudo quanto possível a respeito das gestões petistas no Rio Grande do Sul. No Grupo Hospitalar Conceição, por exemplo, um diretor técnico, que é do PMDB, se encerrou em sua sala e solicitou a alguns assessores de sua confiança que trouxessem processos da gestão anterior. Ou seja, no meio de uma crise de contaminação hospitalar, o diretor técnico, responsável direto pelo atendimento dos hospitais, encerrou-se dentro de sua sala examinando processos da gestão anterior (petista), para ver se encontrava falhas.

    Há relatos de que o mesmo está acontecendo em outros locais, além do GHC. É sintomático. O desespero começa a bater em círculos importantes do governo.



    Escrito por Rodney Torres às 10h27
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    Escândalo à moda gaúcha


    "Embora seja ignorado pela imprensa do Sudeste, o vento político provocado no Rio Grande do Sul pela CPI do Detran, instalada na Assembléia Legislativa de Porto Alegre a partir das ações da Polícia Federal, sopra tão forte quanto o minuano pelo Pampa gaúcho. O “silêncio retumbante” no Sudeste talvez se explique pelo fato de o escândalo, um desvio de dinheiro público calculado em quase 45 milhões de reais, em um período de cinco anos, ter como causa mais provável a formação de caixa 2 de campanhas eleitorais, notadamente do PSDB.

    Eventualmente pode ter propiciado o enriquecimento ilícito de alguns dos atores. Em frase que junta práticas políticas do século XXI com ensinamentos do Padre Vieira (século XVII), o “dinheiro não contabilizado” nem sempre passa das mãos por onde passa.

    O esquema foi iniciado em 2003 e desmontado pela Polícia Federal em novembro de 2007. Segundo o Inquérito da PF, o Departamento de Trânsito contratou, sem licitação, uma fundação, a Fatec, ligada à Universidade Federal de Santa Maria para aplicar as provas teóricas e práticas da carteira de habilitação.
    Quem mais lucrou com o contrato foram as empresas ligadas à família de Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha da atual governadora do estado, a tucana Yeda Crusius. Duas empresas da família Ferst receberam, juntas, mais de 23 milhões de reais. Lair Ferst integrou a direção da vitoriosa campanha do PSDB para o governo do estado, em 2006. Em dezembro de 2007 estava entre os 13 presos apanhados no arrastão da Polícia Federal. Clique AQUI para ler mais.


    Escrito por Rodney Torres às 10h23
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    Prefeitura quer abrir rua no meio do quilombo da Família Silva

     A prefeitura de Porto Alegre quer abrir uma rua na área do Quilombo da Família Silva, informa matéria da Agência Chasque. A obra, que consta no Plano Diretor da cidade, quer ampliar a rua João Caetano, no bairro Petrópolis. Com isso, dividirá a área do quilombo, de pouco mais de meio hectare. O advogado da família Silva, Onir de Araújo, diz que a comunidade quilombola exige a anulação da ampliação da rua há dois anos.

    “Desde 2006 e se consolidou em 2007, através de uma assembléia, onde foram convocados, inclusive, vários órgãos da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, foi em maio do ano passado, é uma posição que é a exigência da desafetação da rua João Caetano. A comunidade se encontra lá há mais de 60, 70 anos, quer dizer, não havia traçados de rua ainda, não havia urbanização no local”, alega. A prefeitura argumenta ainda o advogado, sabia de todos os prazos do processo da regularização do quilombo e, mesmo assim, não reivindicou a obra.


    Escrito por Rodney Torres às 16h42
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    Lula quer que país se torne referência mundial na construção de plataformas

     Lula antecipou que pretende construir estaleiros em outras regiões do país.

    Embora reconheça que importar equipamentos navais possa custar menos do que produzi-los internamente, o presidente Luís Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira investimentos na indústria de plataformas do país. Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, ele destacou a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico entre as vantagens da produção nacional.

    — É verdade que se você contratasse uma plataforma fora, poderia economizar, sei lá, US$ 50 milhões, U$S 100 milhões, pensando apenas na empresa. Agora, vamos pensar no Brasil. O que significa de aperfeiçoamento e conhecimento tecnológico fazendo aqui? O que significa o pagamento de impostos aqui dentro e a geração de empregos para o povo brasileiro — questiona.

    Lula disse que a cidade de Rio Grande (RS), onde está sendo construída a Plataforma P-53 da Petrobras, teve impactos decisivos com as obras da indústria naval.

    — Para quem foi na P-53 comigo a semana passada, no Rio Grande do Sul, viu o que é a alegria daqueles trabalhadores, viu o que é o dinamismo da cidade, a cidade voltou a viver, voltou a ter vida e está acreditando outra vez que ela pode ser um grande pólo metal-mecânico. É nisso que nós temos que pensar.

    Em seu programa de rádio, o presidente mencionou ainda a construção de estaleiros em outras regiões do Brasil. Disse estar satisfeito com o andamento das obras e afirmou ter confiança em que o país se torne “uma grande referência mundial na produção de embarcações e plataformas”. Lula esteve na semana passada no Estado quando visitou as obras da plataforma P-53 e do Dique Seco.

    AGÊNCIA BRASIL



    Escrito por Rodney Torres às 19h46
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    ANALIZANDO AS PESQUISAS

    Pesquisas e voto na urna, o IBOPE não é de confiança

    O Agente 65 analiza a pesquisa IBOPE encomendada e divulgada pela RBS: Já falei sobre isto aqui há algum tempo atrás, e agora volto ao tema provocado pela pesquisa Ibobe realizada no Estado e contratada por Zero Hora. Nela, sem muito destaque se verifica que 1/3 da população gaúcha entende que o governo de Yeda Horrorato é péssimo. Com apenas 602 pesquisados e astronômicos 4% de erro, a pesquisa e as manchetes mostram que existe algo de podre dentro desta cumbuca.

    O custo de uma pesquisa com 2.000 e margem de erro de razoáveis 2% sai por no máximo 30% a mais do que a realizada e não imagino que o Grupo RBS esteja fazendo economia com coisa tão séria a seus interesses. Na verdade se descurtina uma estrondosa manipulação matemática com o objetivo triplo de rebaixar Lula, ajudar Yeda e dar sobrevida à Fumaça.

    Lula, segundo IBOPE/ZH estaria no RS com apenas a metade da aprovação que consegue no Brasil inteiro, que estranho. Yeda ainda teria aprovação de 17%, quem seriam estes cegos e surdos? E Fumaça estaria como Lula, com 37% de aprovação. Ora isto calaria a oposição à Fumaça, pois uma crítica aqui ecoaria em Lula... Como se a questão nacional se encerrasse aqui na província. É histórico no RS que na reeleição os candidatos da situação fazem os votos no mesmo percentual que atingem de bom e ótimo. Assim, a pesquisa diz na realidade que Fumaça perde a eleição deste ano, para nossa alegria.

    Nos cenários apontados em segundo turno para a capital, Fumaça perde para qualquer candidato sério. Os não sérios seriam Vieira da Cunha, Onix, Mônica Leal, Fortunati, Marchezan Filho, pois não acredito que venceriam o pleito de forma alguma. Fumaça ganharia ainda de Luciana Genro, mas por pouco, a filha do ministro o destruiria nos debates. Tanto Manuela como Maria do Rosário estariam ganhando de Fumaça, sendo que estas duas certamente concorrem e têm chances de ganhar.

    Fumaça está frito, seus aliados agora começam a abandonar o barco e isto o está afundando ainda mais. Com todo o apoio do Grupo RBS, Fumaça não consegue mais do que os índices apresentados e que para parecerem mais adequados diminuem a amostra e aumentam indecentemente o erro da pesquisa para maquiar e fazer de conta que as coisas estão bem.

    A direita está à procura de candidatura anti-PT em Porto Alegre e Manuela com Nelson Proença de vice pode ser uma boa investida. A RBS e o Grupo Gerdau não vão assistir Fumaça naufragar sem uma alternativa real de vitória e por enquanto apenas Manuela pode barrar Maria do Rosário de ser a próxima prefeita da capital. Vai ser engraçado ver o PC do B encabeçando uma candidatura anti-PT em Porto Alegre, eu não acredito.



    Escrito por Rodney Torres às 19h34
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    Corrupção no Detran, violência contra movimentos sociais e crise na educação

     Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul promovem nesta quarta-feira (9), a partir das 10 horas, em Porto Alegre, um ato público contra a corrupção no Detran e contra o modo violento pelo qual o governo Yeda Crusius (PSDB) vem tratando as mobilizações sociais e protestos no Estado. O ato será realizado em frente à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Rua Voluntários da Pátria, 1358, próximo à Rodoviária, antigo prédio da Rede Ferroviária Federal).

    O Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) também está convocando para um ato público estadual, nesta quarta, em Porto Alegre. A concentração deve iniciar às 14 horas em frente à sede do sindicato (Alberto Bins, 480). No próximo dia 24 de abril, os professores realizam nova assembléia geral, no Gigantinho, para discutir o que fazer diante do desmonte do sistema estadual de educação pública no Estado.


    Escrito por Rodney Torres às 19h27
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    YEDA E FOGAÇA SÃO VAIADOS

    A governadora Yeda Crusius (PSDB) foi vaiada duas vezes ontem, durante a visita do presidente Lula ao Estado. A primeira vaia ocorreu em Rio Grande. A segunda, no bairro Sarandi, em Porto Alegre. Na capital, ela compartilhou as vaias com o prefeito José Fogaça (PMDB), que também foi “homenageado” pelo público. Diplomático, Lula pediu que não vaiassem a governadora.

    Em Porto Alegre, Lula assinou contratos do PAC Urbanização de Favelas e Saneamento no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 641,1 milhões. Na cerimônia na Praça Oliveira Rolim, do bairro Sarandi, Lula também fez a doação de telecentros e lançou o programa Bolsa Formação de Policiais, destinado à qualificação de 6,9 mil profissionais da segurança pública no Rio Grande do Sul.

        

    Dona Dileta Todeschini lutadora social da Zona Norte

    CLIQUE AQUI E ASSISTA OS VÍDEOS



    Escrito por Rodney Torres às 18h58
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    Lula assina ordens de serviços do PAC em Rio Grande e Porto Alegre.

     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina ordens de serviço para liberar recursos do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC) e do programa Territórios da Cidadania, nesta quinta-feira (3), em Porto Alegre e em Rio Grande. A viagem ao Rio Grande do Sul faz parte da agenda que o presidente faz a diversos estados brasileiros a fim de firmar compromissos de programas federais de inclusão social com governos estaduais e prefeituras.

    Na capital gaúcha, o ato acontece às 14h, na
    praça Oliveira Rolim, Av. Toledo Piza, Vila Elisabeth, no Bairro Sarandi. O financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) beneficiará, além de Porto Alegre, São Leopoldo, Caxias do Sul e Gravataí. A agenda completa será divulgada posteriormente.

    Será assinada a liberação dentre outros recursos, o Pronasci, que além de qualificação profissional aos policiais, dará um complemento salarial; Recursos da ordem de mais de 200 milhões para Porto alegre, nas áreas de saneamento, inclusão social, segurança, saúde e habitação.

    Ao todo são mais de 16 bilhões de reais para o RS. As pricipais cidades beneficiadas são: Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas, São Leopoldo, Santa Maria, Pelotas e Rio Grande.



    Escrito por Rodney Torres às 12h33
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    Maria do Rosário reuniu-se com representantes da 'mídia alternativa'

     A candidata do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de Porto Alegre, deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) esteve reunida na manhã de ontem (31/03) com setores representativos da chamada 'mídia alternativa'. O Encontro - que reuniu jornalistas, publicitários, representantes de jornais de bairros e blogueiros - ocorreu durante um concorrido 'café-da-manhã' realizado no Escritório Político do vereador petista Adeli Sell (de quem também partiu a iniciativa para sua realização), na rua Espírito Santo, 244, centro de capital. Assuntos relevantes sobre a democratização dos meios de comunicação e, em particular, sobre o papel da mídia alternativa no contexto político municipal, estadual, nacional e internacional e da luta contra o monopólio da mídia corporativa hegemônica foram amplamente debatidos.
    Ao final do Encontro, Maria do Rosário agradeceu a participação de todos e comprometeu-se com várias propostas levadas pelos participantes do Encontro, algumas das quais deverão ser incluídas em seu Programa de Governo e defendidas já no transcorrer da próxima campanha eleitoral.
    Ficou acordado ainda que outros encontros desse tipo deverão ocorrer no próximo período, bem como a realização de um 'fórum' específico que será amplamente convocado e divulgado sobre o tema 'mídia alternativa'.


    Escrito por Rodney Torres às 17h25
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    Ditadura de 1964/85: fracasso e ignomínia

    Inexistia em 1964 uma possibilidade real de revolução socialista. Não houve o alegado "contragolpe preventivo", mas, pura e simplesmente, um golpe para usurpação do poder, meticulosamente tramado e executado com apoio dos EUA.

    * Por Celso Lungaretti

    Ao completarem-se 44 anos da quebra da normalidade institucional no Brasil, mergulhando o País nas trevas e na barbárie durante duas décadas, é oportuno evocarmos o que realmente foi essa ditadura, defendida hoje com tamanha desfaçatez pelos culpados inúteis e com tanta ingenuidade pelos inocentes úteis.

    Como frisou a bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant, cabe a nós, sobreviventes do pesadelo, o papel de sentinelas do corpo e do sacrifício dos nossos irmãos que já se foram, assegurando-nos de que a memória não morra – mas, pelo contrário, sirva de vacina contra novos surtos da infestação virulenta do totalitarismo.

    Nessa efeméride negativa, o primeiro ponto a destacar é que a quartelada de 1964 foi o coroamento de uma longa série de articulações e tentativas golpistas, nada tendo de espontâneo nem sendo decorrente de situações conjunturais; estas foram apenas pretextos, não causa.

    Há controvérsias sobre se a articulação da UDN com setores das Forças Armadas para derrubar o presidente Getúlio em 1954 desembocaria numa ditadura, caso o suicídio e a carta de Vargas não tivessem virado o jogo. Mas, é incontestável que a ultra-direita vinha há muito tempo tentando usurpar o poder.

    Em novembro/1955, uma conspiração de políticos udenistas e militares extremistas tentou contestar o triunfo eleitoral de Juscelino Kubitscheck, mas foi derrotada graças, principalmente, à posição legalista que Teixeira Lott, o ministro da Guerra, assumiu. Um dos golpistas presos: o então tenente-coronel Golbery do Couto e Silva, que viria a ser o formulador da doutrina de Segurança Nacional e eminência parda do ditador Geisel.

    Em fevereiro de 1956, duas semanas após a posse de JK, os militares já se insubordinavam contra o governo constitucional, na revolta de Jacareacanga.

    Os oficiais da FAB repetiram a dose em outubro de 1959, com a também fracassada revolta de Aragarças.

    E, em agosto de 1961, quando da renúncia de Jânio Quadros, as Forças Armadas vetaram a posse do vice-presidente João Goulart, só voltando atrás diante da resistência do governador Leonel Brizola (RS) e do apoio por ele recebido do comandante do III Exército, gerando a ameaça de uma guerra civil.

    Apesar das bravatas de Luiz Carlos Prestes e dos chamados grupos dos 11 brizolistas, inexistia em 1964 uma possibilidade real de revolução socialista. Não houve o alegado "contragolpe preventivo", mas, pura e simplesmente, um golpe para usurpação do poder, meticulosamente tramado e executado com apoio dos EUA. Derrubou-se um governo democraticamente constituído, fechou-se o Congresso Nacional, cassaram-se mandatos legítimos, extinguiram-se entidades da sociedade civil, prenderam-se e barbarizaram-se cidadãos.

    A esquerda só voltou para valer às ruas em 1968, mas as manifestações de massa foram respondidas com o uso cada vez mais brutal da força, por parte de instâncias da ditadura e dos efetivos paramilitares que atuavam sem freios de nenhuma espécie, promovendo atentados e intimidações.

    Até que, com a edição do dantesco AI-5 (que fez do Legislativo e o Judiciário Poderes-fantoches do Executivo, suprimindo os mais elementares direitos dos cidadãos), em dezembro de 1968, a resistência pacífica se tornou inviável. Foi quando a vanguarda armada, insignificante até então, ascendeu ao primeiro plano, acolhendo os militantes que antes se dedicavam aos movimentos de massa.

    As organizações guerrilheiras conseguiram surpreender a ditadura no 1º semestre de 1969, mas já no 2º semestre as Forças Armadas começaram a levar vantagem no plano militar, introduzindo novos métodos repressivos e maximizando a prática da tortura, a partir de lições recebidas de oficiais estadunidenses.

    Em 1970 os militares assumiram a dianteira também no plano político, aproveitando o boom econômico e a euforia da conquista do tricampeonato mundial de futebol, que lhes trouxeram o apoio da classe média.

    Nos anos seguintes, com a guerrilha nos estertores, as Forças Armadas partiram para o extermínio sistemático dos militantes, que, mesmo quando capturados com vida, eram friamente executados.

    A Casa da Morte de Petrópolis (RJ) e o assassinato sistemáticos dos combatentes do Araguaia estão entre as páginas mais vergonhosas da História brasileira – daí a obstinação dos carrascos envergonhados em darem sumiço nos restos mortais de suas vítimas, acrescentando ao genocídio a ocultação de cadáveres.

    O milagre brasileiro, fruto da reorganização econômica empreendida pelos ministros Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões, bem como de uma enxurrada de investimentos estadunidenses em 1970 (quando aqui entraram tantos dólares quanto nos 10 anos anteriores somados), teve vida curta e em 1974 a maré já virou, ficando muitas contas para as gerações seguintes pagarem.

    As ciências, as artes e o pensamento eram cerceados por meio de censura, perseguições policiais e administrativas, pressões políticas e econômicas, bem como dos atentados e espancamentos praticados pelos grupos paramilitares consentidos pela ditadura;

    Corrupção, havia tanta quanto agora, mas a imprensa era impedida de noticiar o que acontecia, p. ex., nos projetos faraônicos como a Transamazônica, Ferrovia do Aço, Itaipu e Paulipetro (muitos dos quais malograram).

    A arrogância e impunidade com que agiam as forças de segurança causou muitas vítimas inocentes, como o motorista baleado em 1969 apenas por estar passando em alta velocidade diante de um quartel, na madrugada paulistana (o comandante da unidade ainda elogiou o recruta assassino, por ter cumprido fielmente as ordens recebidas!).

    Longe de garantirem a segurança da população, os integrantes dos efetivos policiais chegavam até a acumpliciar-se com traficantes, executando seus rivais a pretexto de justiçar bandidos (Esquadrões da Morte).

    O aparato repressivo criado para combater a guerrilha propiciava a seus integrantes uma situação privilegiadíssima. Não só recebiam dos empresários extremistas vultosas recompensas por cada revolucionário preso ou morto, como se apossavam de tudo que encontravam de valor com os militantes. Acostumaram-se a um padrão de vida muito superior ao que sua remuneração normal lhes proporcionaria.

    Daí terem resistido encarniçadamente à disposição do ditador Geisel, de desmontar essa engrenagem de terrorismo de estado, no momento em que ela se tornou desnecessária. Mataram pessoas inofensivas como Vladimir Herzog, promoveram atentados contra pessoas e instituições (inclusive o do Riocentro, que, se não tivesse falhado, provocaria um morticínio em larga escala) e chegaram a conspirar contra o próprio Geisel, que foi obrigado a destituir sucessivamente o comandante do II Exército e o ministro do Exército.

    A ditadura terminou melancolicamente em 1985, com a economia marcando passo e os cidadãos cada vez mais avessos ao autoritarismo sufocante. Seu último espasmo foi frustrar a vontade popular, negando aos brasileiros o direito de elegerem livremente o presidente da República, ao conseguir evitar a aprovação da emenda das diretas-já.

    *Celso Lungaretti é jornalista e escritor, ex-preso político e autor do livro "Náufrago da Utopia".

    Fonte: Agência Carta Maior



    Escrito por Rodney Torres às 17h11
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