O jornalista Lasier Martins disse, hoje à tarde, na rádio Gaúcha, que o depoimento de Lair Ferst na CPI do Detran “perdeu um pouco a curiosidade” em função do teor das entrevistas que o depoente concedeu ao jornal Zero Hora e à rádio Gaúcha.
O Ministério Público denunciou, nesta segunda-feira, o Comandante-Geral da Brigada Militar, coronel Nilson Nobre Bueno, pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e prevaricação.
No início de seu depoimento à CPI do Detran, Lair Ferst expôs duas contradições relativas ao depoimento do ex-presidente do Detran, Carlos Ubiratan dos Santos, e a seu envolvimento com o secretário-geral de governo de Canoas, Chico Fraga.
“Eletrizada por um escândalo que engolfou o Detran local, a cena política do RS vive momentos de tensa expectativa. Todas as atenções voltaram-se para uma cadeira da CPI, que funciona na Assembléia gaúcha. O que leva à intoxicação do ambiente é a audiência marcada para esta segunda (26). Marcou-se para esse dia a inquirição de um personagem que aproxima o escândalo do gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB). Chama-se Lair Ferst. É empresário e lobista. Na campanha eleitoral de 2006 ajudou a fornir as arcas tucanas de Yeda. Tornou-se um parceiro incômodo em novembro do ano passado. Naquele mês, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rodin. É como foi batizada a investigação das malfeitorias praticadas no Detran gaúcho. Malfeitos que teriam resultado em desvios que a polícia e o Ministério Público situaram no intervalo entre R$ 44 milhões e R$ 50 milhões".
"Episódio ocorrido no mês passado dá uma idéia de quão incômoda passou a ser a proximidade com o encrencado Lair Ferst. Em 24 de abril, Ferst foi visto, num shopping, em companhia de um auxiliar da governadora: Ariosto Culau, então secretário do Planejamento. O encontro ganhou os jornais. E Culau perdeu o cargo. Além de Lair Ferst, a CPI intimou duas irmãs e sócias dele: Rosana e Elci Ferst. A trinca vai à comissão de inquérito carregando sobre os ombros um indiciamento do Ministério Público Federal. Foram incluídos, há dez dias, numa denúncia que traz um rol de 44 acusados de contribuir para os desvios do Detran. Pesa sobre os Ferst um lote de quatro acusações: formação de quadrilha, locupletamento em dispensa de licitação, peculato e falsidade ideológica”.
Élio Gaspari escreve no Jornal Folha de São Paulo do dia 25/05 sobre o modo tucano de governar.
'O tucanato já sabe que terá dois fardos para carregar durante a campanha de 2010. A mediocridade das administrações de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul e Teotonio Vilela Filho em Alagoas comprometerão qualquer tentativa de exibir um 'modo tucano de governar'. No caso da senhora Crusius, teme-se que o escândalo do caixa dois com dinheiro das seguradoras possa queimar o seu mandato'.
Enquanto isso, alheia ao que acontece no RS, a líder do PSDB na Assembléia Legislativa, Zilá Breitenbach, escreveu um artigo sobre a CPI dos Cartões Corporativos afirmando que a “crise política nacional sem precedentes sugere a discussão sobre a ética na política”. Então tá...
PENTÁGONO PRETENDE GASTAR MEIO TRILHÃO DE DÓLARES EM 2009. DEPOIS DIZEM QUE A VENEZUELA É AMEAÇA...
GASTOS MILITARES DOS ESTADOS UNIDOS DESDE 1998
WASHINGTON - O Pentágono vai apresentar um orçamento para o ano fiscal de 2009 de U$ 515,4 bilhões de dólares, sem contar os gastos suplementares com as operações militares no Afeganistão e no Iraque. Os militares pedem U$ 70 bilhões extras só para cobrir estes gastos de primeiro de outubro próximo ao início de 2009. Nunca, desde a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos gastaram tanto no setor.
Medo da Venezuela? Os Estados Unidos vão gastar 200 vezes mais que Hugo Chávez na manutenção de soldados, estoques de armas e bases em todo o mundo. Desde que assumiu, o governo de George W. Bush já aumentou os gastos militares em mais de 30%. O orçamento americano é 10 vezes maior que o da China, segundo colocada no ranking.
Os países que o governo Bush considera parte do eixo do mal, mais assemelhados - Irã, Coréia do Norte, Síria, Cuba e Venezuela - não gastam juntos mais de 20 bilhões de dólares por ano.
O New York Times caiu na conversa mole dos relações públicas do governo, segundo os quais os Estados Unidos vão gastar cerca de 4% do PIB, quando gastaram 14% durante a guerra do Vietnã e 9% durante a guerra da Coréia. E se o país entrar em recessão e o PIB cair? O Pentágono topará cortar gastos para mantê-los sempre abaixo de 4% do PIB?
Para não assustar os contribuintes, o Pentágono e o governo Bush usam vários truques, dentre os quais a contínua aprovação de "verbas suplementares" para as ações militares no Iraque e no Afeganistão. Já foram aprovados assim cerca de 600 bilhões de dólares em gastos. Além disso, várias atividades ligadas indiretamente ao complexo industrial-militar são bancadas com dinheiro do Departamento de Energia, responsável por alguns programas no setor da energia nuclear.
E pensar que Fidel Castro é considerado uma "ameaça" aos Estados Unidos...
DESTINO DO DINHEIRO DE IMPOSTOS EM 2006:
Gasto militar atual e custo de guerras passadas: 41%
O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Costa da Camino anunciou que irá recorrer da decisão tomada quarta-feira (21) pelo Pleno do Tribunal de Contas, que, ao julgar processo da Prefeitura de Porto Alegre, deliberou, por maioria (4x2), pela revogação da medida cautelar que suspendera a licitação cujo objeto é a “eficientização e manutenção do sistema de iluminação pública de Porto Alegre”.
No dia 16 de abril deste ano, o pleno do Tribunal de Contas do Estado suspendeu a licitação da prefeitura da capital para a contratação de serviços de engenharia no sistema de iluminação pública (Programa Porto Alegre + Luz). O voto do conselheiro João Osório Martins, em forma de cautelar, determinou a suspensão da referida licitação “até que sejam sanadas as inconformidades apontadas, por indícios de irregularidades no processo licitatório”.
A representação do Ministério Público de Contas questionou possíveis irregularidades na contratação de serviços de engenharia para a manutenção e execução de Gestão Integrada do Sistema de Iluminação Pública de Porto Alegre. Segundo o MPC, “o processo licitatório lança dúvidas, na concorrência pública, quanto ao atendimento dos princípios da legalidade, economicidade , razoabilidade e da moralidade”.
No dia 25 de fevereiro, o prefeito José Fogaça (PMDB), anunciou um investimento de R$ 64 milhões no Programa Porto Alegre + Luz, para a manutenção e a substituição de todos os 85 mil pontos de iluminação pública da cidade. Na ocasião, Fogaça disse que as obras iriam iniciar dentro do prazo de dois meses.
Brigada Militar anuncia projeto para o Rubem Berta
O bairro Rubem Berta terá aumento de viaturas e de policiais militares efetivos durante 24 horas por dia. A informação foi dada pelo tenente-coronel Florivaldo Damasceno Pereira, do 20° Batalhão da Polícia Militar, durante reunião conjunta das Comissões de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) e de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam). Conforme o tenente-coronel, dos 108 homicídios que ocorreram no primeiro quadrimestre em Porto Alegre, 40 foram na área de atuação do 20° Batalhão e 14 no Rubem Berta. "Esperamos que cerca de 40 policiais participem deste projeto de segurança, que será implementado para que a vida da população possa voltar à normalidade, sem conflitos de gangues e tráfico de drogas", destacou Pereira.
Eunice Bernardes, representando a Unidade Básica de Saúde Rubem Berta, explicou que, por causa da violência, a equipe da UBS fez várias reuniões e, como forma de protesto, fechou suas portas por um dia. "Queremos trabalhar, e a comunidade precisa de atendimento, mas no Rubem Berta estamos expostos a muitos riscos", lamentou. A diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Grande Oriente, Rosana da Silva, também reclamou da falta de segurança: "Tivemos tiroteios durante o dia perto da escola. As pessoas trabalham com medo".
A vereadora Sofia Cavedon (PT), presidente da Cece, criticou a ausência dos órgãos de segurança pública. "A Brigada Militar e a Guarda Militar precisam integrar e articular suas ações", sugeriu. Ficou acertado que as Comissões farão audiência pública no Rubem Berta. Outro encaminhamento foi a convocação da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana para prestação de contas no Plenário da Casa.
“A existência de uma crackolândia do lado de fora da Secretaria Estadual de Segurança não chega a ser uma surpresa. O pior é que, até bem pouco tempo, tinha uma quadrilha agindo dentro da secretaria, a quadrilha do Detran”.
A governadora Yeda Crusius (PSDB) se contradisse, hoje à tarde, ao falar das denúncias feitas pelo ex-secretário de Segurança Pública, Ênio Bacci (PDT), ontem, na CPI do Detran.
O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), defendeu, na tarde desta terça-feira (20), a instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa para investigar irregularidades em contratos firmados sem licitação pelo Banrisul com a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs).
Porto Alegre está entre os 945 municípios brasileiros que perderão, a partir deste mês de maio, os repasses de verbas federais destinadas a custear a locomoção de alunos matriculados em escolas públicas de ensino fundamental.
Organizações da sociedade civil que trabalham pela promoção dos Direitos Humanos das pessoas que vivem com HIV/aids no Rio Grande do Sul protocolam, nesta quarta-feira (21), junto ao Ministério Público Federal uma denúncia contra a prefeitura de Porto Alegre pelo mau uso de recursos públicos federais que deveriam ser utilizados exclusivamente para ações em prevenção e assistência às pessoas com DST/HIV/Aids.
O Jornal do Centro, em seu editorial da edição nº 122 de 5 a 20 de maio fala sobre o abandono do centro da cidade. Abaixo a reprodução do texto.
Viva o Centro esburacado!
"Assistimos na televisão ultimamante, uma campanha do poder público chamando atenção para o movimento Viva o Centro. A campanha, divulgada na grande mídia, enfoca as lixeiras nas ruas, o asfalto colocado nas principais vias, o Centro Popular de Compras e o Largo Glênio Peres.
Muito bom, se não fossem os problemas de sempre esquecidos ou deixados de lado, como o número crescente de moradores de rua, atirados pelo chão das principais calçadas de nosso Centro, calçadas detonadas, esburacadas, com lajotas levantadas, ameaçando quem caminha pelas vias do Centro.
Marquises que podem cair a quaquer momento, como a localizada na Rua General Vitorino, quase esquina com a Rua Vigário José Inácio. O odor de urina espalhado no entorno do Mercado Público, afasta qualquer possibilidade do turismo no Centro, e até mesmo o passeio de moradores e visitantes.
As coisas mais óbvias parecem não ter uma solução, como a fiscalização, por exemplo. É muito fácil asfaltar para o trânsito de automóveis, construir o CPP, com vasto estacionamento que não estava no projeto original, e maquiar ações eleitoreiras.
E o pedestre? E o morador? Continuará com os lixos acumulados, as praças detonadas sem nenhuma fiscalização?"
Descaso com o Centro
Reportagem: Maurício Levy Fotos: Raymond Kao
Era um dia de chuva quando decidimos qual seria a matéria de capa desta edição. Naquele dia, vimos que não poderíamos deixar passar em branco o rumo que o Centro está tomando.
Andar pelo Centro está difícil. São lajotas soltas, marquises caindo, lixo nas ruas, pichações em excesso, iluminação precária e insegurança. O que fazer para o Centro voltar a ser o que era antes? Traçando uma linha sobre um mapa do Centro, começamos pela Avenida Mauá. No caminho pela autopista até o Gasômetro, conta-se nos dedos os prédios que não estão pichados. Aline Torres, moradora da Avenida Salgado Filho, diz ter a explicação: “Isso tudo é uma forma de alimento. O homem sobrevive da comunicação, isso é vital para a humanidade. A gente vê pinturas desde a arte primitiva até a arte considerada profana. Eu acho que a pichação também tem isso: a busca da auto-afirmação, essa busca pela comunicação desse homem perdido, contemporâneo”. Já para o advogado Felisberto Luisi, a pichação é uma questão de descaso público: “Falta conscientização às pessoas, uma consciência de respeito. Além disso, existe uma falha da Guarda Municipal, que não vemos fazer ronda, não vemos nas ruas. Justo ela que deveria zelar pela propriedade pública”. A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança trabalha com o “disque-denúncia”: chamando pelo número 181 o cidadão pode denunciar abusos contra o patrimônio público.
Luccas Priotto é morador da Rua João Manoel. Amante dos restaurantes da Rua dos Andradas, desce praticamente toda a semana para a Rua da Praia em busca de uma a la minuta boa e barata. Com a comida se satisfaz. Com o que vê, não: “É impressionante chegar na Andradas, tem muito lixo pela rua. São sacolas reviradas, jornais espalhados...”. Felisberto Luisi completa a tese: “esse eu considero o principal problema do Centro: a limpeza precária. Não vemos qualquer preocupação com o recolhimento do lixo”. Alecsandrus Peccin, webdesigner, questiona: “O real problema é que esse nosso patrimônio histórico não recebe seu devido valor pelo próprio cidadão: as pessoas jogam seu lixo na rua depois de passar o caminhão da coleta. Aí fica tudo no chão para os ratos, vira-latas e baratas fazerem a festa!”.
Em meio às adversidades, a nostalgia e a busca pela solução começam a imperar: “O Centro já teve melhores épocas. Isso aqui era uma maravilha, não era esse mercado persa que é hoje, com todo mundo vendendo tudo nas ruas. Não há beleza. Se a prefeitura cuidasse mais, colocando jardins e flores, por exemplo, o Centro ia ficar melhor, ia ter um aspecto melhor. Mas não é só isso. A prefeitura também tem que investir em guardas para instruir a população, como na Europa. Lá, se alguém joga um papel de bala no chão, o guarda faz o cidadão juntar e colocar no lixo. Se o pedestre atravessa a rua quando o sinal está verde para os carros, leva multa do guarda!” exclama Sônia Felix de Oliveira, escritora e professora de história.
Chegando à Avenida Borges o problema é outro, mas não menos grave. Morador da Rua Riachuelo, o repórter fotográfico Marcelus Trois acusa: “As lajotas soltas irritam. Em dia de chuva não tem como andar pela quadra. O tênis encharca e as calças chegam a manchar, de tanta água suja que sai debaixo dessas calçadas”. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Viação em seu Código de Edificações de Porto Alegre, de 27 de outubro de 1992, “é da responsabilidade do proprietário manter permanentemente em bom estado de conservação as áreas de uso comum das edificações e as áreas públicas sob sua responsabilidade, tais como passeio, arborização e posteamento”. Lucas Pires, poeta, culpa o sistema pelo tamanho abandono: “A fiscalização do poder público não existe. Mas tem também o outro lado da moeda: o morador vai à rua, se irrita com as calçadas, xinga o governo em voz baixa, chega em casa, desconta tudo em uma briga com o filho, o vizinho ou a mulher e após isso vai ver a novela e esquece do que aconteceu.
Como a situação irá melhorar se a população não botar a boca na rua?”. Gerente operacional de um hotel próximo à Praça Otávio Rocha, Baltazar da Silva concorda: “Isso tudo é um descrédito que um vai deixando para o outro: a fiscalização da prefeitura não funciona e acaba refletindo no morador, que também não coopera. É aquela velha história: ‘não é porque não é meu que eu não vou cuidar’. Resumindo, falta uma conscientização dos moradores e um pouco mais de atenção do poder público”. Paulo André Machado, diretor da Divisão de Controle da SMOV foi procurado pelo Jornal do Centro, mas não foi encontrado. Mesmo assim, a secretaria avisa que possui uma Seção de Fiscalização da Secretaria de Obras, onde três equipes de agentes fiscais controlam obras em execução na cidade e calçadas que estejam em desacordo com a legislação municipal, e agem sancionando penalidades aos infratores. Contudo, quem entra na página na internet da SMOV, percebe que a última fiscalização ocorreu em 2005, com a campanha “Calçada Nota Dez”. Se bem que basta caminhar pelo Centro para ver que a legislação está bem longe de ser cumprida.
O vereador Adeli Sell (PT) condenou a demagogia em torno do tema do recolhimento do lixo em Porto Alegre. "O problema das carroças, com a brutal exclusão social que impõe, está servindo para politicagem e populismo" afirmou. Adeli lembrou que a cidade tem 13 galpões de reciclagem, mas que hoje recebem menos de 60 toneladas de lixo do DMLU. ´"É um material de quinta categoria, o resto do resto, porque o lixo bom já foi recolhido antes e está nas mãos dos atravessadores, que ganham muito dinheiro às custas dos catadores, carrinheiros e carroceiros" afirmou. Adeli denunciou que os mercadores do lixo alugam carrinhos, exploram quem cata, quem recolhe e quem transporta o lixo na força do braço ou com sofrimento imposto aos animais.
Adeli defendeu o fim do atraso, do medievalismo, do trabalho desumano de carrinheiros e carroceiros. "Hoje em dia não é função de cavalo e pessoas fazerem o que estão fazendo, isto é coisa para o motor, o carro, a tecnologia. Homem e animal devem ser poupados deste sofrimento" ressaltou. O vereador lembrou o exemplo de outras cidades, inclusive de Caxias do Sul,.onde a coleta do lixo é mecanizada, com separação em contêineres já na rua e o encaminhamento a galpões. "Lá o pessoal ganha o dobro e até três vezes mais que o nosso pessoal daqui" afirmou.
Foi assinado um convênio entre a Prefeitura de Porto Alegre e o Governo Federal no valor de R$ 9 milhões para ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) na capital. Até aí uma maravilha.
O problema é que a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU) não ouviu e não ouve os Fóruns Regionais de Justiça e Segurança (FRJS) e nem o Conselho Municipal de Justiça e Segurança (COMJUS). E isso que é determinado pelo convênio, que as comunidades através dos FRJS determinem a aplicação.
Foram escolhidas quatro regiões da cidade (Cruzeiro, Santa Tereza, Bom Jesus e Lomba do Pinheiro) sem passar pelo COMJUS e nos FRJS das regiões, inclusive dessas quatro.
Quem foi o "iluminado" que escolheu estas regiões e com que critérios? Os espaços públicos que serão beneficiados são os mais adequados e de interesse das comunidades? As pessoas que atuarão nesses programas serão indicadas por quem?
Com mais esta atitude da Prefeitura fica claro que a participação popular não é interessante a este governo. Quem realmente participa dos movimentos comunitários sabe que a participação popular na administração Fogaça funciona somente na TV e nos jornais.
Isso para alguns integrantes do COMJUS isso está cheirando apadrinhamento político do governo com vistas ao pleito deste ano.
Os penduricalhos que fazem o governo Yeda querer enterrar logo a CPI do Detran
É compreensível o esforço da bancada governista para querer encerrar o mais cedo possível a CPI do Detran. As informações já levantadas até aqui, juntamente com as conclusões do inquérito da Polícia Federal e da Justiça Federal de Santa Maria, colocam os deputados gaúchos diante da seguinte questão: quais são as responsabilidades políticas e administrativas no episódio? A bancada governista foge desse tema como o diabo da cruz e procura empurrar todo o esquema da fraude para o colo das fundações universitárias Fatec e Fundae e suas respectivas sub-contratadas, os “penduricalhos”.
Esse termo, aliás, é outro tema que incomoda aos deputados da base do governo Yeda Crusius (PSDB). Quem o empregou foi o ex-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto (PP), durante depoimento da CPI. No final de março de 2007, Vaz Netto reuniu-se com a governadora e informou-a que o contrato para exame de condutores veiculares do Detran migraria da Fatec para a Fundae e que, entre outras coisas, seria preciso resolver o problema dos 109 examinadores. Na ocasião, a governadora autorizou a operação com a recomendação para que não se repetissem os problemas verificados na Fatec, problemas estes relacionados à sub-contratações ou “penduricalhos”. Yeda Crusius estaria sendo informada destes problemas no processo de migração do Detran da Secretaria da Segurança para a pasta da Administração. Coincidência ou não, a troca das fundações deu-se entre abril e maio de 2007, mesmo período em que ocorria a ida do Detran para a Administração.
Essa é uma das razões principais pelas quais Vaz Netto, quando depôs na CPI, reclamou da falta de coragem e de solidariedade da governadora, por ocasião da Operação Rodin, e disse que ela também havia sido “protagonista” neste episódio. Passam por aí também as pressões feitas por Vaz Netto para ser recebido pelo secretário-geral do governo Yeda, Delson Martini. O ex-presidente do Detran chegou a ameaçar o governo de voltar voluntariamente à CPI para se defender.
A partir dessas informações, é possível concluir que a governadora tinha conhecimento da existência das empresas sub-contratadas, as famosas “sistemistas”, que, segundo as investigações da Polícia Federal, estavam no centro do processo de desvio de recursos públicos. Ou seja, estaria caracterizada, pelo menos, a responsabilidade política e administrativa da governadora (ao menos por omissão e falta de fiscalização) pelos fatos que viriam a ser revelados meses depois pela Operação Rodin.
The Guardian publicou uma página inteira falando sobre a economia brasileira O jornal inglês The Guardian publicou neste sábado uma página inteira sobre o Brasil, fazendo referência ao crescimento econômico do país. A publicação afirma que "o país do futuro finalmente chegou" e que "o gigante adormecido da América do Sul" está acordando.
A reportagem diz que o boom mundial das commodities foi um dos impulsionadores de regiões agrícolas e cita como exemplo as plantações de soja no Mato Grosso. O repórter Tom Phillips, que assinou a matéria, diz que apesar de o Brasil ter sido conhecido como o país do futuro, uma série de crises econômicas e políticas, além da ditadura militar, evitaram que o país chegasse lá.
Como exemplos desse crescimento, o texto cita a valorização do real, o controle da inflação, o surgimento de uma nova classe média, o aumento das exportações e as recentes descobertas de grandes reservas de petróleo pela Petrobras. Ele também lembra que na semana passada, a agência Standard & Poor's melhorou a classificação geral para grau de investimento do país.
José Otávio Germano, Dep. Federal pelo PP/RS, Secretário da Justiça do RS na gestão de Germano Rigotto (PMDB/RS) - 2003 a 2006 - no período em que teve início a roubalheira no Detran.
Leiam as declarações desse singular homem público. Ele não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe, se o interesse público foi/é lesado. ConfiraAQUI e AQUI.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou ontem uma decisão da décima sexta Vara Cível de Porto Alegre que condenou o banco Itaú a compensar as perdas sofridas por seus clientes da poupança.
A medida vale para as poupanças que tiveram correção monetária durante os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2, mas que não foi repassado pelo banco. O Itaú terá que pagar a todos os seus correntistas as diferenças referentes à caderneta de poupança, acrescidas de juros de 0,5% ao mês e de correção monetária, definida em juros moratórios de 1% ao mês. O banco foi condenado também a pagar os custos processuais e os honorários dos advogados.
Eu tinha razão na semana passada quando escrevi duras críticas às idiotices cometidas pelo jornalista, ex-policial, ex-vereador Paulo Santana.
Já tinha dito que ele faz muitas idiotices e ainda têm muitas pessoas que ele influencia ou tenta influenciar porque é metido a brabo, metido a sarcástico, metido à besta, na verdade, porque uma pessoa bem informada, que está na mídia no posto que ele ocupa não poderia defender dar esmolas, nem defender dar dinheiro para flanelinha, muito menos defender o atraso medieval que é o uso das carroças.
Já disse e vou repetir: Paulo Santana quer que as coisas fiquem como estão: os pobres se lascando, se matando puxando carrinho, carregando lixo, batendo em cavalo, botando criança em cima de carroça, quando ela deveria estar na escola, e ele é claro tendo alguns pratos quentes e outras requentados para se deliciar ao microfone, na rádio e na TV, como clicar algumas linhas nos jornais.
Qual a proposta dele? Que tudo continue como está? Ele que viaja tanto para Punta Del Este, poderia dar uma olhadinha em Curitiba, onde estive hoje reunido com o prefeito Beto Richa, que não é do meu partido, com o ex-prefeito Jaime Lerner, que não é do meu partido, mas que têm muitas coisas boas a nos ensinar.
Em Curitiba tem um número significativo de carrinheiros, pobres seres humanos puxando carrinho, algo medieval como se vê de monte aqui em Porto Alegre, mas não há lá nem 100 carroças.
Em Caxias, se faz o que tenho proposta fazer aqui: coleta mecanizada do lixo, com a distribuição para os galpões de reciclagem.
Tem que fazer cursos de formação, requalificar o carroceiro, carrinheiro, pois há falta de mão de obra na construção civil, na área de asseio e conservação, na área da gastronomia, como auxiliar de cozinha etc etc etc. Falta é vontade política em resolver isto.
Além disto, o populismo mais uma vez grassa em nossa cidade, em todos os partidos políticos, pois este é um ano eleitoral.
Mas eu sou vereador, tenho um compromisso com a INCLUSÃO SOCIAL dos pobres, como tenho um compromisso COM O FIM DO SOFRIMENTO ANIMAL.
A gente pode mudar, bastar querer e fazer.
Demagogias e idiotices a gente deixa para o Paulo Santana, com o nosso sagrado direito de combater tudo isto que ele faz e prega.
Esquema semelhante ao montado para desviar recursos do Detran foi implantado no Banrisul. A afirmação foi feita pelo líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa ao comentar a decisão do Ministério Público Estadual de propor que o banco suspenda contratos com a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs). “No Banrisul, funciona um esquema nos mesmos moldes do desmantelado pela Polícia Federal no Detran. Uma fundação foi contratada sem licitação e recebeu orientação para subcontratar determinadas empresas para prestação de serviços”, apontou Raul Pont na tribuna da Assembléia Legislativa na tarde desta quinta-feira (8).
O Ministério Público considerou ilegais tanto a dispensa de licitação para a contratação da fundação quanto a terceirização dos serviços pela Faurgs. A intenção do MP é propor ao presidente do Banrisul, Fernando Lemos, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, que os contratos irregulares sejam substituídos por convênios feitos mediante licitação. “Um TAC para este caso é uma decisão branda, levando em conta que o valor dos contratos com a fundação passam de R$ 90 milhões”, frisou Pont.
Comparando a situação do Banrisul com a que vigorou no Detran até a Operação Rodin, o líder petista afirmou que só as duas empresas do consultor Lauro Tachibana, subcontratadas pela Faurgs, receberam R$ 10,6 milhões dos R$ 19,8 milhões repassados pelo banco à fundação como pagamento por consultoria estratégica.
Pont lembrou, ainda, que as irregularidades apontadas pelo Ministério Público já haviam sido denunciadas pelo PT no ano passado sem que o governo do Estado tomasse qualquer providência para corrigi-las. “Pelo contrário, a base do governo na Assembléia e representantes do Executivo se empenharam em negar as denúncias e não dar esclarecimentos, alegando que o assunto era sigiloso e poderia prejudicar negócios do banco”, finalizou.
A revista Carta Capital destaca em sua edição deste final de semana o escândalo de corrupção que atingiu o governo Yeda Crusius (PSDB). Com a manchete “As cruzes de Yeda”, a matéria (assinada por Leandro Fortes) afirma que “o esquema de corrupção no Detran atinge auxiliares próximos da governadora gaúcha e complica ainda mais a sua administração”. O texto descreve assim a “Via-Crúcis de Yeda”:
“Dona de um estilo político duro, aristocrático e em nada carismático, a tucana vive um misto de inferno pessoal e administrativo em que se incluem dívidas estaduais impagáveis, atrasos no pagamento de salários dos servidores, popularidade em franca queda, dependência de uma bancada governista para lá de suspeita e, agora, uma CPI capaz de enlamear os portais do Palácio Piratini”. Clique AQUI para ler mais.
Deputado José Otávio Germano depõe, nesta segunda-feira, na CPI do Detran
O deputado federal José Otávio Germano (PP) prestará depoimento à CPI do Detran nesta segunda (12), a partir das 13h, na Assembléia Legislativa. O ex-secretário da Segurança, no governo Rigotto (PMDB), deverá explicar o seu envolvimento com indiciados pela Polícia Federal na Operação Rodin, especialmente com o ex-presidente do Detran, Carlos Ubiratan dos Santos (foto). Germano foi quem indicou Ubiratan para assumir a presidência do órgão.
Segundo testemunho do ex-presidente da Fatec, Ronaldo Morales, o deputado esteve presente na reunião em que foram assinados os contratos da Fatec com o Detran e com as empresas sistemistas, tendo conhecimento dos termos dos mesmos. O delegado de polícia, Luiz Fernando Tubino, em depoimento à CPI e em entrevista à rádio Bandeirantes, acusou o deputado do PP de ser um dos líderes da quadrilha que desviou mais de 40 milhões de reais dos cofres públicos.
Deputados denunciam comportamento da tropa do coronel Mendes, herói ruralista
Por volta das 13h, vários policiais começaram a se retirar da São Paulo 2. Mesmo assim, a identificação dos sem-terra continuou. No retorno, ruralistas que estavam na RS-630 saudaram o coronel Mendes, que desceu do carro para cumprimentá-los.
- Gostaríamos de ter assistido. - afirmou a vice-presidenta do Sindicato Rural de São Gabriel, Roselba Mozzaquatro.
(...)Segundo os sem-terra relataram aos parlamentares, em um determinado momento, o helicóptero da Brigada ficou a poucos metros do solo e, num gesto teatral bem ao gosto do coronel Mendes, do seu interior saiu uma bandeira do Rio Grande do Sul. Dionilso Marcon anunciou que denunciará o governo Yeda aos organismos internacionais de Direitos Humanos e detalhará todos os casos de violação do direito à vida praticada pelo governo gaúcho.
"No estatuto do PC do B, do PSB e do PPS a gente vai encontrar uma inifinidade de pontos comuns, sobretudo a inspiração no socialismo".
Berfran Rosado, deputado estadual, ex-secretário do Trabalho do governo Britto e presidente estadual do PPS, ao anunciar sua disposição em ser vice de Manuela (PCdoB) nas eleições municipais de Porto Alegre.
Nesta quinta-feira (08), cerca de 750 policiais da Brigada Militar entraram no acampamento do Movimento Sem Terra (MST) na Fazenda São Paulo II, no município de São Gabriel. Os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão pedido pela própria Brigada Militar e concedido pelo Juizado do município.
De acordo com o subcomandante, Coronel Paulo Mendes, o mandado foi solicitado à polícia pela comunidade, que se sentia insegura com a presença do MST na região. Emissoras de rádio de São Gabriel noticiavam durante o dia que os fazendeiros haviam pedido a revista dos sem terra.
“Eu to preocupado com a população ordeira aqui, que se sente ameaçada pelo MST. Foi através da população aqui, que nós pedimos o mandado e estamos executando, essa é a maior preocupação da Brigada”, diz.
A ação dos policiais iniciou por volta das 9 horas da manhã. No entanto, a Brigada Militar estava cercando o local desde às 6 horas. Na revista policial, foram apreendidas foices, facões, facas de cozinha e artefatos caseiros. A integrante do MST, Luciana da Rosa, conta que as famílias foram humilhadas pelos brigadianos.
“Foram cercando até renderem todas as famílias, onde fizeram processo de revista, de identificação, de humilhação de todos, separaram homens, mulheres e adolescentes, e fizeram a revista em todo o acampamento, cortaram todos os barracos, jogaram nossa comida fora, botaram terra dentro das nossas coisas, misturaram tudo”, diz.
O Coronel Mendes afirmou que a advogada do MST, Cláudia Ávila, esteve presente desde o início da ação policial. No entanto, integrantes do Movimento afirmam que a advogada não pôde falar com as famílias do acampamento e ficou afastada no momento em que as famílias eram revistadas.
Luciana questiona a ação policial, uma vez que a área em São Gabriel já foi negociada pelo Incra para assentamento da reforma agrária. Ela afirma que não existe nada para ser apreendido no acampamento, a não ser as ferramentas do agricultor que vive no campo. Para Luciana, os ruralistas da região não aceitam que o MST tenha ocupado um grande latifúndio de mais de 13 mil hectares que não produz e que está endividado.
“Depois da derrota em que a fazenderada aqui da região de São Gabriel teve, no sentido de que o MST entrou em São Gabriel para ficar, dessa vez, tanto que uma área já está conquista, já é um assentamento da reforma agrária e que nós não vamos sair daqui. Dessa vez, viemos pra ficar e os grandes latifúndios de São Gabriel vão virar grandes assentamentos da reforma agrária para produzir e não disputar com a celulose a terra e não entregar para os estrangeiros a terra brasileira”, explica.
Em protesto à repressão policial na Fazenda São Paulo II, o MST bloqueou 13 rodovias durante toda a quinta-feira, nas localidades de Piratini, Nova Santa Rita, Santana do Livramento, São Luiz Gonzaga, Arroio Grande, Julio de Castilhos, Lagoa Vermelha, Charqueadas, Hulha Negra, Pontão, Gramado dos Loureiros, Encruzilhada do Sul e Viamão.
Os deputados estadual Dionilso Marcon e federal Adão Pretto, ambos do PT, denunciaram na tarde desta quinta-feira (08) que foram ameaçados por fazendeiros em São Gabriel, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Eles estavam indo de carro para o acampamento do Movimento Sem Terra (MST) no Distrito de Suspiro para acompanhar a vistoria das famílias pela Brigada Militar.
O deputado Marcon relata que ele, Adão Pretto e um motorista chegaram à barreira feita pelos policiais às 8h. Assim que pararam com a caminhonete, um grupo de 30 ruralistas cercou o carro e passou a agredi-los verbalmente e ameaçá-los. O deputado também reclama dos policiais, que não teriam feito nada para evitar o confronto.
Extra! Extra! Notícia urgente! Os dias de vacas magras acabaram. Está sobrando dinheiro para a segurança pública gaúcha. Não faltará mais combustível para os carros da polícia. Nem carros. Nem coletes à prova de balas. Nem dinheiro para pagar as horas extras dos policiais. O governo Yeda está nadando em dinheiro. Por essa razão, não hesitou em deslocar um exército de 700 policiais militares para São Gabriel, com cavalos, cães, ônibus e até um helicóptero.
O objetivo da heróica e estratégica missão: revistar um acampamento de 800 famílias de sem-terra, que estariam aterrorizando a região, roubando e assaltando homens de bem. No comando da operação, o intrépido coronel Paulo “tem que ir pro paredão” Mendes, subcomandante da Brigada Militar. A Secretaria de Segurança Pública ainda não informou o custo da operação. Mas, pelo jeito, dinheiro não é o problema...Na imagem, o secretário Mallmann, fantasiado de Tio Patinhas, festeja os tempos de fartura em sua pasta.
O vereador Adeli Sell nos envia um artigo que de imediato reproduzimos.
PAULO SANTANA E SUAS IDIOTICES
ADELI SELL
O jornalista Paulo Santana se acha um homem acima do bem e do mal. Acima dos simples mortais. Ele é o sujeito que acha que pode furar fila em aeroporto, mas seus cabelos brancos não lhe dão os direitos de um ancião. Ele também - na contramão da história - defende dar esmolas nas esquinas, como dar dinheiro para flanelinhas, como se o cidadão não tivesse o direito de ter segurança, já que paga os seus impostos. E dar esmolas nas esquinas e comidas para moradores de rua é perpetuar a miséria.
O problema é que todos têm medo de contestá-lo, porque ele tem um jornal, uma rádio e uma TV à sua mão, podendo bater sem dó e sem piedade nos outros, para ter direito à resposta a ele teria que entrar na Justiça, e estas coisas mais dão trabalho do que resultados. Pois nem sempre a Justiça está ao lado de quem merece. Eu já mandei respostas às suas posições expressas na coluna, mas nunca se dignou a respondê-las, muito menos de dar espaço e publicá-las. Mas eu não preciso dele.
Eu quero dizer que estas suas tolices vão merecer de mim, em qualquer lugar, dura oposição. Já falei isto no Plenário da Câmara, no cumprimento de meu mandato de vereador, mas me alertaram que poderia me custar caro isto, pois estaria afrontando a mídia tradicional. Mas como em tudo neste mundo, tem o joio e o trigo, sei separar estas coisas desde criança. É claro que não terei com minhas falas, meus textos, a repercussão que suas tolices têm, mas me calar eu não vou.
Além destas tolices, agora ele vem com um papo sobre carroceiros, cavalos, coleta de lixo, numa clara demonstração que mais conhece Punta del Este do que a nossa Porto Alegre. Mas cada um é cada um. Ele na dele, eu na minha, mas como há democracia neste país, posso falar sem ser preso.
Pois o seu Paulo Santana se usa de um papo de uma outra pessoa, que nem sei se existe, para deitar o verbo, para defender em sua coluna de 7 de maio em Zero Hora o atraso, o medievalismo, o trabalho desumano de carrinheiros e carroceiros, pois ele não sabe que têm alguns guris que têm título de cientista social que se travestem de catadores e carroceiros, que tem ONG que recebeu um caminhão de presente da Petrobrás, que é utilizado para tudo, menos para os verdadeiros e sofridos catadores, que têm montanhas de atravessadores de lixo, que alugam carrinhos, que exploram quem cata, quem recolhe, quem transporta na força do braço ou que depende do sofrimento animal.
Paulo Santana desconhece que temos 13 galpões de reciclagem que hoje recebem nem bem 60 toneladas de lixo diários do DMLU, um lixo de quinta categoria, o resto do resto, porque o lixo bom já foi recolhido antes e está na mão dos atravessadores, dos mercadores do lixo, que ganham muito, mas muito, dinheiro às custas de pobres e sofridos catadores, carrinheiros, carroceiros, com o sofrimento de esquálidos animais.
Ele também vive numa redoma de vidro, pois se vivesse o mundo real, saberia que Caxias do Sul, aqui bem pertinho, tem coleta de lixo mecanizada, com separação em contêineres já na rua, que tudo isto vai para galpões e que lá o pessoal dos galpões ganha o dobro e até três vezes mais que o nosso pessoal daqui.
Sugiro que nas suas próximas andanças pelo mundo, ele veja como são as coisas em termos de coleta de lixo num mundo moderno e civilizado. Se é que ele cuida de como são as coisas nas ruas.
O problema das carroças, com a brutal exclusão social que ela impõe, está servindo para tudo em Porto Alegre. Para falar tolices, por exemplo, mas também para fazer populismo, para fazer politicagem.
Nós estamos ao lado dos pobres seres humanos explorados na cata, coleta e seleção de lixo. Dos pobres, homens, mulheres, crianças que puxam carrinho ou que em cima de magros cavalos mal ganham para comer, que vivem em favelas, em vilas sem condições minímas de higiene.
Nós lutamos para que os gestores públicos garantam cursos de reciclagem de mão de obra, garantam formação profissional, creches para as crianças quando os pais saem para o trabalho, escola para todos, saúde e moradia digna.
Nós achamos grotesco e medieval pessoas e animais terem que dormir lado a lado. Nós abominamos que pessoas tenham que viver no meio do lixo, no meio de ratos e contrair todo o tipo de doenças.
Nós queremos trabalho digno para todos. Como nós queremos o fim do sofrimento dos animais. Como nós queremos trânsito seguro, sem acidentes, sem mortes, sem atropelamentos, sem xingamentos, sem o sofrimento dos bichos. Hoje em dia não é função de cavalo e pessoas fazeram o que estão fazendo, isto é coisa para o motor, o carro, a tecnologia. Homem e animal devem ser poupados deste sofrimento.
O que Paulo Santana defende é que ele continue onde está, podendo sair de Porto Alegre, quando quiser, mas que os carroceiros, carrinheiros, os pobres, enfim todos os outros vivam como estão vivendo, na miséria.
Eu não nasci para ver os outros sofrerem. Neste ponto, sou radical. Tenho orgulho de ser radical e não sucumbir diante da mesmice, da desgraça, nem vou ser ganho para o populismo e como político não faço politicagem.
Utilidade pública: o Cristóvão Feil (blog Diário Gauche) informa, 'sem dó nem piedade': "Um amigo memorioso me contou sobre o início da carreira política de dona Yedinha Rorato Crusius, a mesma carreira que por ora parece estar chegando aos capítulos finais.
Vou abreviar bastante, para não enfastiar ninguém com tanta gente chata.
Em 1993, logo depois de ter assumido a presidência, Itamar Franco (1992-1995), queixa-se ao senador Pedro Simon (PMDB-RS) de que precisava escolher uma mulher para o seu ministério, em especial para a pasta do Planejamento, Orçamento e Coordenação. Simon, que gaba-se de não ter o dedo podre (bem ao contrário do que se sabe dele), saltou e disse numa torrente de perdigotos:
- Presidente, eu conheço uma moça do Rio Grande, uma comentadora de TV que fala sobre economia para as donas de casa, economista, professora da Federal e bonita. Acho que pode lhe servir. Que tal?
Itamar pensou um pouco, ajeitou as idéias sob os cabelos rebeldes, e respondeu satisfeito:
- Me parece perfeito, senador Simon. Mande chamá-la.
A professora Yeda durou setenta dias no ministério do Planejamento. O presidente Itamar sequer lhe comunicou a sua exoneração. Ela ficou sabendo que já não era mais ministra através do Diário Oficial da União".
Desde ontem, segunda-feira (05/05), agentes e auxiliares penitenciários já podem fazer o cadastro no site do Ministério da Justiça para participar do Bolsa Formação. O programa oferece incentivo financeiro aos servidores que realizarem cursos de qualificação instituídos pelo governo federal. Os cursos têm DOZE meses de duração e são destinados apoliciais militares, civis, bombeiros, peritos, agentes e auxiliares penitenciários com salário bruto de até MIL E QUATROCENTOS reais.
Para o Rio Grande do Sul foram liberadas QUINZE MIL QUATROCENTOS E QUARENTA E OITO vagas. Os funcionários contemplados receberão bolsas com valores mensais entre CENTO E OITENTA e QUATROCENTOS reais, de acordo com suas faixas salariais./ O cadastro deve ser feito na página de internet do ministério, pelo endereço www.mj.gov.br
Protestos contra demora dos serviços de emergência teve até barricada no Bom Fim
Em Porto Alegre, os pesados estragos provocados pelo ciclone extra-tropical na madrugada de sábado revelaram a precariedade dos serviços públicos do Estado e da prefeitura para atender a situações de emergência. Após o vendaval que atingiu a capital e a Região Metropolitana por volta das quatro horas da madrugada de sábado, milhares de pessoas ficaram sem energia, ou pior, tiveram suas casas invadidas pelas águas. Os telefones da CEEE, da Defesa Civil e dos órgãos da prefeitura não funcionaram como a situação exigia.
Um dos casos mais graves de falta de atendimento ocorreu no bairro Menino Deus, onde uma jovem de 21 anos, Michele da Rosa Dias, levou um choque após pisar em um fio desencapado solto na rua. Desde o início da manhã de sábado, uma moradora tentou, junto à CEEE, que o problema fosse solucionado. Ninguém apareceu para retirar o fio da rua e ele acabou fazendo uma vítima, felizmente não fatal.
No sábado à noite, moradores da rua Ramiro Barcellos, entre os bairros Bom Fim e Rio Branco bloquearam duas ruas (a própria Ramiro e a Bento Figueiredo) com galhos de árvores que haviam caído durante a noite (foto). Dezenas de pessoas saíram às ruas e promoveram um panelaço e um apitaço contra a demora no conserto dos estragos. Mas quem sofreu mais com a precariedade dos serviços de emergência foram as famílias mais pobres que tiveram suas casas alagadas.
Em todo o Estado, milhares de pessoas tiveram sérios prejuízos. Diante dessa situação crítica, causou estranheza a agenda da governadora Yeda Crusius para esta segunda-feira. Pela manhã, reuniões internas e, às 11h45min, participação do programa Maria do Carmo ao Meio-Dia, da Ulbra TV. Que tal, uma olhada nos prejuízos provocados pelo ciclone?
Ao completar 40 anos, Maio de 68, o acontecimento, é um dos fenômenos mais intrigantes da história do século XX. Acontecimento condutor por excelência, reuniu ao seu redor uma série de manifestações político-culturais, com repercussão inclusive no Brasil.
Para assinalar a data, a Câmara Municipal de Porto Alegre organizou um seminário onde a experiência francesa, americana e brasileira serão apresentadas, nas suas semelhanças e influências recíprocas. Terá sido Maio de 68 um fenômeno de seu tempo ou uma marca para sempre na história do século XX?
Isso é o que você não vai ver na grande mídia (II)
Marca de onde a água chegou
apartamentos foram invadidos pelas aguas
movéis no lixo mais uma vez
Na Nova Gleba, a mesma coisa, a Prefeitura de Fogaça também não apareceu. Isse que no ano passado havia sido firmado um acordo para a dragagem do Arroio Feijó.
Os moradores devem entrar na justiça contra a Prefeitura para ter ressarcimentos dos prejuízos.
Esta enchente aconteceu na Vila DAB DAB, no Humaitá hoje (03/05). Desde as 4 horas da manhã, moradores da comunidade chamavam a prefeitura e nada de respostas. Estas fotos foram tiradas às 14 horas, quando a Prefeitura de Fogaça resolveu aparecer. Mas sem atendimento às famílias. Eles apareceram por lá com a Brigada Militar, para retirar as pessoas que ocuparam as casas, ainda em construção, mas que não tinham sido invadidas pelas águas.
Um fato curioso me chamou a atenção, o vereador Mauro Zacher (o mesmo que foi acusado de fraude no Projovem em Porto Alegre), estava lá incitando alguns moradores contra a presença de alguns vereadores do PT. O que não consigo entender é por que ele não levou junto os Conselheiros Tutelares da região, já que ele mesmo financiou a campanha milhonária na micro região 01. Não apareceu além do CT, a Fasc. Desde as 4 horas da manhã, aquelas pessoas e principalmente as crianças estavam molhadas, com frio e com fome, já que tudo que tinham ficou embaixo d'agua.
Obviamente, não há nenhuma acusação possível aos nobres deputados. Contudo, há uma pergunta a ser feita por MILHÕES DE VOTOS que, somados, fizeram com que todos os senhores estejam tendo a HONRA de REPRESENTAR O POVO GAÚCHO no parlamento estadual.
Vossas senhorias compõem a base de apoio ao atual Governo do Estado do Rio Grande do Sul. É uma escolha ideológica, profissional e com base em suas origens econômicas e sociais a qual todos respeitamos, tendo votado ou não para que estejam ora recebendo um belíssimo salário e trabalhando por uma das causas mais dignas do ser humano, que é a de lutar para que todos os moradores do Rio Grande do Sul, indepedentemente de credo, raça, sexo, profissão, local de nascença, idade ou tamanho do bolso, possam levar uma qualidade de vida melhor, com honestidade e justiça.
O noticiário sempre indicou que vossas senhorias sempre defenderam este governo que, claramente, não apresenta nenhum projeto voltado para a maioria da população. Essa é uma grave falha da atuação parlamentar de todos vocês, sem exceção, segundo as listagens dos projetos propostos e das respectivas votações contra e a favor desses projetos.
Como CIDADÃOS, gostaríamos muito de que toda a bancada governista assumisse a responsabilidade de ESCLARECER JUNTO AO POVO GAÚCHO os porquês de, mesmo diante de PROVAS CLARAS OBTIDAS PELA POLÍCIA FEDERAL que determinaram pareceres do MINISTÉRIO PÚBLICO sobre o ESCÂNDALO DO DETRAN, terem adotado as seguintes posturas:
SILÊNCIO
COMENTÁRIOS RETICENTES
PANOS QUENTES
Nobres deputados, não há mais como defender o indefensável ou justificar o injustificável: O RIO GRANDE PRECISA SABER por que motivos pessoas honradas como os senhores prestaram-se a esse papel lamentavelmente corporativista, haja visto que há acusados e provas contra as quais a esmagadora maioria de seus eleitores já teria se manifestado com veemência, altivez e confiança contra a corrupção que se instalou em nosso Estado.
Apesar de eu, pessoalmente, não ter votado em nenhum dos senhores porque não creio no modelo econômico nem de representação participativa que vossas senhorias defendem, confio em sua honestidade e, acima de tudo, na vontade de assumir o compromisso de representar um RIO GRANDE DE TODOS E PARA TODOS.
Mesmo que não façamos parte da lista de financiadores de suas respectivas campanhas, fazemos parte de uma população inteira que sustenta parte substancial do orçamento que garante-lhes um conforto impensável para a maioria de nós.
Não se sabe se, dentro de pouco tempo, vocês obterão votos suficientes para permanecerem no Parlamento caso o povo julgue que tamanha omissão não venha a estabelecer a justiça exigida pelas comunidades que os elegeram.
Para todos os leitores desta carta, sugiro que enviem suas dúvidas, críticas e sugestões diretamente aos nobres deputados abaixo listados:
"Tenho levantado permanentemente temas e problemas que afligem Porto Alegre que a mídia tradiconal não dá.Esconde.Faz de conta que não é problema da cidade.Por que a sujeira do Centro e da Cidade Baixa não frequentam as páginas de nossos jornais.Por que a venda de droga nas portas de escolas nao aparece na telinha da TV?Por que os atrasos de ônibus e ônibus lotados não aparecem nas ondas de nossas rádios?Eu digo e repito: a mídia alternativa tem um papel essencial, já que a mídia tradicional não cumpre seu dever de colocar a público o que nos aflige".